A Assembleia Legislativa da Paraíba avançou na terça-feira (5) ao aprovar um projeto indicativo proposto pelo deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade), que busca isentar veículos elétricos do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no estado. A iniciativa, voltada especificamente para carros 100% elétricos, representa um passo importante na promoção da adoção desses veículos.

O objetivo do projeto vai além de incentivar o uso de carros elétricos, conhecidos por sua baixa emissão de poluentes. Eduardo Carneiro destaca que a intenção é impulsionar o setor, gerando empregos e contribuindo para a preservação ambiental. Ele ressalta a importância dos veículos não poluentes, já uma realidade, e destaca os benefícios de fortalecer esse setor.

Apesar da aprovação na Assembleia, o projeto ainda aguarda a análise e decisão do governador João Azevêdo (PSB). Sua possível sanção pode ser um estímulo significativo para a adoção de veículos elétricos na Paraíba, promovendo uma mobilidade mais sustentável e impulsionando o crescimento do mercado local.

Tudo lindo, mas…

Entretanto, a questão da real inofensividade ambiental dos carros elétricos é debatida. O professor Fernando de Lima Caneppele, especialista em eficiência energética da USP, destaca que considerar apenas o uso e a fonte renovável de energia não é uma análise correta. Ele aponta que a produção da energia, mesmo majoritariamente de fontes renováveis, tem impactos negativos na fabricação dos equipamentos e no descarte. Empresas buscam avançar na tecnologia dos carros elétricos para minimizar esses impactos, especialmente em relação às baterias.

Cadê o nosso etanol?

Caneppele destaca a tecnologia brasileira do carro a álcool como uma alternativa para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Desenvolvida há mais de 40 anos e frequentemente atualizada, essa tecnologia utiliza etanol como aditivo à gasolina em cerca de 70 países, sendo uma forma sustentável de controlar as emissões. O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, produzido da cana-de-açúcar, desempenha um papel significativo nesse cenário, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que produz etanol do milho.

Fontes de referências: Click PB, Jornal da USP

Imagem: Ilustração gerada por A.I. (prompt de P.S.)

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