Bill Gates, conhecido como o fundador da Microsoft, compartilha sua perspectiva sobre o momento adequado para que crianças comecem a usar smartphones, algo que ele próprio ajudou a popularizar. Recentemente, ele revelou que seus próprios filhos não foram autorizados a ter seus próprios celulares até atingirem os 14 anos.

Segundo Gates, em sua casa, é proibido o uso de telefones à mesa, embora seja permitido seu uso para atividades escolares ou estudo. A questão do celular para crianças é um tema de grande importância. Você concorda que 14 anos é uma idade apropriada para que comecem a utilizar um smartphone? Vamos explorar mais informações sobre esse assunto.

Filhos de Bill Gates Receberam Celulares aos 14 Anos

Atualmente, os filhos de Bill Gates têm 27, 24 e 21 anos, todos já ultrapassaram a idade mínima (de acordo com a filosofia de Gates) para terem seus próprios telefones. O renomado filantropo, que fundou a Fundação Bill e Melinda Gates em 2000, argumenta que uma das razões para essa restrição com seus filhos é a preocupação com a saúde mental e física, especialmente em relação ao uso de smartphones antes de dormir.

Além disso, os filhos de Gates estão sujeitos à proibição de ter qualquer produto da Apple em casa, uma decisão que remonta à longa rivalidade entre Gates e o fundador da Apple, Steve Jobs. Apesar de sua posição de destaque no mundo da tecnologia, Gates defende a necessidade de estabelecer limites para que crianças e adolescentes usem smartphones de forma equilibrada.

Avaliação de Especialistas Sobre Celulares para Crianças

Quando os adolescentes chegam ao ensino médio, a pressão dos colegas pode ser intensa, e os pais temem que seus filhos se sintam isolados se outros colegas tiverem celulares e eles não. De acordo com a Common Sense Media, 42% das crianças têm telefone aos 10 anos. Aos 12 anos, esse número sobe para 71%. Aos 14 anos, ultrapassam os 90%.

Max Stossel, fundador e CEO do Social Awakening, um grupo que promove o uso saudável da tecnologia e das redes sociais, recomenda que os pais mantenham a regra de dar smartphones às crianças até pelo menos a oitava série ou o nono ano, no caso do Brasil.

Uma estratégia para mitigar os perigos e o vício em smartphones, sugere Stossel, é fornecer um telefone que não possa ser usado para redes sociais, jogos ou navegação na web. Um exemplo disso é o Gabb Phone, que só permite chamadas e mensagens de texto, além de possuir recursos como câmera, calendário, rádio FM e GPS, permitindo que os pais monitorem a localização de seus filhos. Esse tipo de aparelho não dispõe de loja de aplicativos, mensagens multimídia ou textos em grupo.

Outra iniciativa para conscientizar sobre esse cenário é o Wait Until 8th, que visa ajudar pais de uma comunidade escolar a se unirem, comprometendo-se a não dar smartphones aos filhos até que alcancem o nono ano. Os pais que aderem a esse compromisso recebem apoio mútuo, o que beneficia tanto os filhos quanto eles próprios.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que bebês evitem o uso de telas, enfatizando que o tempo permitido para crianças interagirem com dispositivos deve ser ajustado à idade, sempre com supervisão.

Controle Parental e Tecnologia

Os smartphones também oferecem aos pais recursos para estabelecer limites. Dave Anderson, PhD e psicólogo clínico do Child Mind Institute, destaca os avanços das empresas de telefonia celular nessa área nos últimos anos. Isso permite que os pais restrinjam quais aplicativos seus filhos podem baixar.

É possível não apenas limitar os aplicativos disponíveis para as crianças, mas também controlar os tipos de filmes e programas de TV que elas podem assistir. Além disso, é possível definir limites de tempo para jogos, entretenimento e redes sociais, além de monitorar as atividades online das crianças.

As redes sociais e a Internet sem filtro são consideradas os aspectos potencialmente mais perigosos. Uma ferramenta como o Bark, para Android e iOS, monitora a atividade das crianças em redes sociais, YouTube, e-mails e mensagens de texto, identificando sinais de conteúdo prejudicial.

Aspectos que Influenciam a Decisão de Dar Celular aos Filhos

O psicólogo clínico Dr. Jerry Bubrick, do Child Mind Institute, sugere que a decisão de quando dar um telefone a uma criança não deve se basear apenas na idade, mas também na maturidade social e na compreensão da criança sobre a tecnologia.

Ele propõe algumas perguntas para os pais ponderarem antes de tomar essa decisão, como a capacidade da criança de cuidar de objetos de valor, gerenciar dinheiro e entender pistas sociais.

A página PBS For Parents também oferece uma lista de perguntas que os pais podem considerar antes de dar um telefone a seus filhos, incluindo questões sobre autonomia, responsabilidade e necessidade real de um smartphone.

Impacto dos Smartphones na Saúde das Crianças

O desenvolvimento cognitivo é essencial para o crescimento saudável das crianças, e a infância é um período crucial para esse desenvolvimento. Embora a tecnologia possa ser um recurso valioso quando usada de maneira complementar, ela não deve substituir experiências reais.

A exposição excessiva aos smartphones pode ser particularmente prejudicial para crianças com TDAH, tornando-asmais vulneráveis ​​à distração e ao vício em dispositivos.

Como Reduzir o Tempo de Tela para Crianças

Dicas para limitar o tempo de tela incluem passar mais tempo em família, estabelecer limites claros, explorar brincadeiras tradicionais e utilizar bloqueadores de conteúdo e supervisão parental. Além disso, os adultos devem dar o exemplo, reduzindo seu próprio uso de dispositivos e incentivando atividades offline.

Fonte: Adaptado de História de Lucas Gomes, disponível em [LINK]

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