Internacional

Pressão Escalada: Trump Ameaça Fechar Espaço Aéreo da Venezuela e Sinaliza Ações Militares

Pressão Escalada: Trump Ameaça Fechar Espaço Aéreo da Venezuela e Sinaliza Ações Militares
Pressão Escalada: Trump Ameaça Fechar Espaço Aéreo da Venezuela e Sinaliza Ações Militares

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela atinge um novo patamar com declarações do presidente Donald Trump, que orientou companhias aéreas a considerarem o espaço aéreo venezuelano como fechado. A medida se soma a uma série de ameaças e movimentos militares que indicam uma escalada na pressão contra o regime de Nicolás Maduro.

Ofensivas Terrestres e Combate ao Narcotráfico

Na última quinta-feira (27), Trump já havia sinalizado a iminência de ofensivas terrestres contra o narcotráfico na Venezuela, embora sem detalhar a natureza dessas operações. Durante uma conferência com militares, o presidente americano destacou uma mudança na rota do tráfico de drogas, afirmando que, com a diminuição do transporte marítimo, os EUA intensificarão o combate ao fluxo de entorpecentes por terra, modalidade que considera “mais fácil” para os criminosos.

“Alertamos eles a pararem de enviar veneno para o nosso país”, declarou Trump, reforçando a postura de enfrentamento direto.

Bastidores Diplomáticos e Acusações

Paralelamente às declarações públicas, movimentações diplomáticas sigilosas vieram à tona. Segundo apuração do New York Times, Trump teria ligado para Maduro no fim de semana de 22 e 23 de novembro. Fontes próximas ao assunto indicam que a conversa abordou a possibilidade de um encontro nos Estados Unidos, mas nenhuma reunião presencial foi confirmada, nem detalhes do diálogo foram divulgados. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conhecido por sua postura crítica a Maduro, também teria participado da chamada.

A ligação teria ocorrido dias antes da decisão do Departamento de Estado de classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira. Os EUA acusam Maduro de liderar essa suposta rede de narcotráfico, o que serviu de justificativa para o aumento da presença militar americana na região caribenha.

O Cerco Militar no Caribe

Desde agosto, as forças americanas intensificaram suas operações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, interceptando 21 embarcações supostamente envolvidas no tráfico internacional de drogas, resultando em 83 mortes. O New York Times reporta que o presidente Trump já avalia diversas opções militares, incluindo ataques a autoridades venezuelanas e medidas para assumir o controle dos campos de petróleo do país.

A revista The Atlantic, por sua vez, especula que Maduro estaria disposto a negociar sua saída do poder, desde que recebesse anistia e garantias de segurança para um exílio. Enquanto isso, a Rússia expressou prontidão para apoiar a Venezuela diante da escalada de tensões com os EUA.

O cerco militar americano inclui o envio de navios de guerra, um submarino nuclear, caças, bombardeiros e helicópteros para o sul do Caribe. Essa força é complementada por bases militares e estruturas de segurança cooperativa que os EUA mantêm em aeroportos de países parceiros, alguns a menos de 100 km da fronteira venezuelana.

Da redação do Movimento PB.

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