BR

Delações no INSS: pedido de prisão para Lulinha e menção a ex-ministra

Delações no INSS: pedido de prisão para Lulinha e menção a ex-ministra
Delações no INSS: pedido de prisão para Lulinha e menção a ex-ministra

O cenário político e jurídico brasileiro foi agitado nesta quarta-feira (25 de fevereiro de 2026) com o protocolo de um pedido de prisão preventiva contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento foi apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) e tem como base delações premiadas de ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), presos no âmbito da operação “Farra do INSS”.

Delações Premiadas e o Esquema no INSS

As investigações que culminaram no pedido de prisão remontam à operação “Farra do INSS”, que resultou na prisão de ex-servidores da autarquia em 13 de novembro de 2025. Desde então, esses ex-dirigentes têm avançado em negociações de colaboração premiada, revelando detalhes de um suposto esquema de fraudes que envolveu empresários e agentes públicos.

Os delatores são figuras-chave nas apurações: o ex-procurador do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis. Segundo informações divulgadas pela coluna de Andreza Matias, do Metrópoles, eles teriam detalhado a atuação de diversos atores no esquema, incluindo menções a Lulinha e à ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo Bolsonaro, Flávia Péres (anteriormente Flávia Arruda), casada com o economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master.

As Acusações Contra Lulinha e Outros Envolvidos

A menção a Fábio Luís Lula da Silva surgiu em depoimento de uma testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As apurações buscam esclarecer uma suposta atuação de Lulinha como sócio de Antunes, que é peça central nas investigações sobre os desvios no INSS.

Detalhes das delações apontam para um complexo esquema de desvio de recursos. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU) e ex-procurador do INSS, é investigado por ter recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades responsáveis por descontos ilegais em aposentadorias. Desse montante, R$ 7,5 milhões estariam diretamente relacionados ao grupo do “Careca do INSS”. A esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, também presa, é apontada como intermediadora dos repasses, que teriam sido feitos a empresas e contas bancárias em seu nome.

André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS, é acusado de receber cerca de R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, período em que ocupou o cargo. Os valores teriam sido pagos por 14 entidades em troca de autorização para descontos automáticos na folha de aposentados, resultando em um montante de R$ 1,6 bilhão em descontos durante sua gestão. Seu filho, Eric Fidelis, é apontado como um dos operadores financeiros do esquema e também foi detido.

O Impacto das Investigações

A “Farra do INSS” expõe vulnerabilidades no sistema de gestão de benefícios previdenciários e a urgência em combater a corrupção em instituições públicas. A atuação da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, com base em delações premiadas, demonstra a complexidade e a amplitude dos esquemas de fraude que afetam diretamente os cofres públicos e, consequentemente, a população. A transparência e a responsabilização são essenciais para restaurar a confiança na administração pública.

Enquanto a advogada de Virgílio Oliveira Filho negou ao Metrópoles a existência de uma delação em एंडamento, a defesa de André Fidelis não foi localizada para comentar as acusações. O desdobramento dessas investigações promete ser um tema central no cenário político e jurídico nos próximos meses.

O Que Você Precisa Saber

Qual é o pedido contra Lulinha?

O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) na Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido se baseia em delações premiadas de ex-dirigentes do INSS investigados por fraudes.

Quem são os delatores envolvidos?

Os principais delatores são Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, e André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS. Ambos foram presos em novembro de 2025 na operação “Farra do INSS” e estão colaborando com as investigações.

Qual a acusação contra Lulinha?

Lulinha foi citado em depoimento de uma testemunha ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”). As apurações buscam determinar se Lulinha atuou como sócio do empresário em um esquema de fraudes no INSS.

Outras figuras públicas foram mencionadas?

Sim, Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), que foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo Jair Bolsonaro, também foi citada nas delações dos ex-servidores do INSS.

[Movimento PB | MOD: 2.5-FL | REF: 699F89EC]