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China cria ‘super soldados’ geneticamente modificados?

China cria ‘super soldados’ geneticamente modificados?
China cria ‘super soldados’ geneticamente modificados?

China Investe em ‘Supersoldados’? Guerra Genética no Horizonte?

Relatórios recentes indicam que a China pode estar investindo pesado em tecnologia de modificação genética para criar soldados com capacidades sobre-humanas. A ideia, que antes parecia ficção científica, agora é tema de debates sérios sobre segurança internacional e ética.

Segundo informações do portal D24AM, o Exército de Libertação Popular da China (ELP) estaria conduzindo pesquisas para desenvolver combatentes com resistência à radiação, adaptação a ambientes extremos e força física ampliada. O alerta foi dado por Anthony Vinci, ex-oficial de inteligência dos EUA, que aponta indícios consistentes de um programa militar em andamento.

Vinci afirma que o objetivo de Pequim é usar a modificação genética para preparar seus soldados para operar em condições inóspitas, onde tropas convencionais não seriam eficazes. A estratégia faz parte de um plano de longo prazo para transformar o ELP em uma força militar global até 2049, ano do centenário da República Popular da China.

O Alerta de Anthony Vinci

Em entrevista ao The Sun, Vinci classificou o possível avanço chinês como um risco estratégico global. Segundo ele, “é um perigo para todos se a China tiver supersoldados e for capaz de superar seus inimigos em uma guerra ou ameaçar interesses ocidentais”.

Tropas geneticamente modificadas poderiam realizar missões antes consideradas impossíveis, alterando a lógica das operações militares. Vinci cita exemplos como soldados capazes de permanecer submersos por longos períodos, resistir ao frio extremo ou operar em áreas radioativas sem sofrer efeitos imediatos.

Resistência à Radiação e Outros Aprimoramentos

A modificação genética para resistência à radiação é um dos pontos mais críticos. Essa capacidade permitiria o uso de tropas em cenários pós-ataque nuclear ou radiológico, algo extremamente perigoso para forças convencionais.

Além disso, analistas mencionam o aumento de força física, velocidade, resistência muscular, estatura e capacidade cognitiva. Mesmo pequenos ganhos nessas áreas poderiam alterar o equilíbrio em combates e operações especiais.

Relatórios Oficiais e Biotecnologia Militar

Relatórios dos EUA também alertam para o avanço chinês no setor. Um documento da Comissão Nacional de Segurança sobre Biotecnologia Emergente aponta que a China busca a liderança global em biotecnologia, integrando essas tecnologias às suas forças armadas.

O relatório destaca que a combinação de capacidades humanas aprimoradas e inteligência artificial pode tornar obsoletas as formas tradicionais de guerra, criando um novo paradigma de conflito.

Coleta de Dados Genéticos e Controvérsias

Segundo Vinci, a coleta massiva de dados genéticos é crucial para esse processo. A empresa chinesa BGI Genomics foi acusada de usar testes pré-natais com apoio militar para coletar informações genéticas de mães e bebês. A empresa nega as acusações.

Um professor da Universidade de Copenhague também teria sido contratado pela BGI para pesquisas ligadas ao Exército, o que a empresa também negou. O episódio levantou preocupações sobre o uso dual de tecnologias genéticas.

“Melhoramento Populacional”: Um Eufemismo?

Vinci afirma que Pequim apresenta essas iniciativas como programas de “melhoramento populacional”, um eufemismo para projetos com aplicação militar direta. “Eles não vão dizer que estão produzindo supersoldados”, explicou.

Para ele, a China já obteve material genético suficiente e pode estar usando essas informações para modificar outros indivíduos. O discurso oficial suaviza projetos com aplicação militar direta.

Avanços Genéticos Já Conhecidos

Pesquisas fora da China mostram que mutações genéticas estão ligadas a maior massa muscular, resistência física e adaptação a ambientes extremos. Essas características foram identificadas em grupos familiares específicos.

Vinci argumenta que, se esses avanços já são conhecidos no Ocidente, é provável que a China tenha ido além em programas secretos. “Em muitos casos, basta identificar uma mutação específica e reproduzi-la em outro indivíduo”, afirmou.

O Precedente de He Jiankui

O caso do cientista chinês He Jiankui, condenado por editar geneticamente embriões humanos, reacendeu o debate sobre ética genética. O episódio expôs as fragilidades dos controles éticos sobre pesquisas genéticas na China.

Embora não esteja ligado a aplicações militares, o caso reforçou a percepção de que limites éticos podem ser ultrapassados em nome do avanço científico.

Da redação do Movimento PB.

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