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Adeus, redes sociais; olá, IA: Conheça a Geração Beta, os bebês que nascem em um novo mundo

Nascidos a partir de 2025, eles serão a primeira geração de ‘nativos da Inteligência Artificial’, mas paradoxalmente podem ter uma infância com menos exposição às telas, graças a seus pais da Geração Z.

Enquanto o mundo ainda tenta entender as gírias da Geração Z e os vídeos hipnóticos que prendem a Geração Alpha, o relógio demográfico já virou. A partir de janeiro de 2025, uma nova página na história começa a ser escrita com a chegada da Geração Beta. Esses novos bebês, que nascerão até 2039, não conhecerão um mundo sem Inteligência Artificial generativa, terão a crise climática como tema central de suas vidas e ouvirão sobre a pandemia de Covid-19 como um evento de um passado distante.

O termo, popularizado pelo pesquisador social australiano Mark McCrindle, descreve uma geração que já chega em um planeta em plena transição. Para eles, a IA não será uma ferramenta a ser aprendida, mas uma camada invisível e onipresente em sua educação, saúde e lazer. Eles serão os primeiros verdadeiros ‘nativos da Inteligência Artificial’, interagindo com sistemas autônomos e algoritmos avançados desde o berço.

Filhos da Geração Z: Menos telas, mais mundo real?

Paradoxalmente, a geração mais imersa em tecnologia pode ser também a que terá uma infância com menos exposição às redes sociais. O motivo está em seus pais: a Geração Z. Diferentemente dos Millennials (pais dos Alphas), que cresceram com a internet e documentaram cada passo de seus filhos online, a Geração Z amadureceu ciente dos riscos da hiperexposição digital, da ansiedade e dos problemas de privacidade.

A expectativa, segundo McCrindle, é que esses novos pais adotem uma postura mais crítica e protetora, impondo limites mais claros ao tempo de tela e incentivando mais experiências offline. O resultado pode ser uma infância com menos “posts” e mais presença, mesmo em um mundo onde a digitalização é inevitável. Serão crianças que talvez usem a IA para aprender, mas que terão seus perfis em redes sociais criados muito mais tarde, se é que terão.

A sombra da crise climática e a memória distante da pandemia

Dois grandes eventos globais irão moldar a Geração Beta de maneiras opostas. A pandemia de Covid-19, que definiu o início da década, será para eles um capítulo nos livros de história, um evento distante contado por pais e avós. Não haverá uma memória viva do isolamento ou das máscaras.

Em contrapartida, a crise climática não será uma ameaça futura, mas a realidade cotidiana. O aquecimento global, eventos climáticos extremos e a pressão por sustentabilidade serão o pano de fundo de suas vidas, influenciando desde suas escolhas de consumo até suas futuras carreiras e posicionamentos políticos. A responsabilidade ecológica não será uma opção, mas uma condição de existência.

Os Betas herdarão um mundo com ferramentas tecnológicas jamais imaginadas, mas também com desafios planetários de uma escala sem precedentes. A história deles, que apenas começou a ser escrita, será a de como a primeira geração de nativos da IA usará essa inteligência para garantir a sobrevivência e o bem-estar em um planeta frágil.

Da redação com informações de agências e pesquisadores de tendências

Redação do Movimento PB [GMN-GOO-29082025-120715-A4B9F1-15P]


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