Nasa explica por que nova missão à Lua não terá alunissagem

Artemis II: Testando os Limites da Exploração Lunar Tripulada
A Nasa está se preparando para um marco significativo na exploração espacial tripulada com a missão Artemis II. O foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion já estão no Centro Espacial Kennedy, prontos para um voo de aproximadamente 10 dias que levará quatro astronautas ao redor da Lua. O lançamento está previsto para os dias 6, 7, 8, 10 e 11 de fevereiro.
Esta missão marca o retorno de voos tripulados à região lunar desde a Apollo 17, em 1972. No entanto, ao contrário do que muitos esperam, a Artemis II não envolverá um pouso na superfície lunar.
Por que não haverá pouso na Lua?
A tripulação da Artemis II será composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch (especialista de missão), juntamente com Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. A missão tem um objetivo claro: testar e validar os sistemas da espaçonave Orion em um ambiente espacial real.
A Nasa enfatiza que este é o primeiro voo tripulado do programa Artemis e sua principal função é realizar testes cruciais. Em comunicado oficial, a agência explicou que os astronautas confirmarão se todos os sistemas da espaçonave operam conforme o projeto, com a tripulação a bordo no ambiente do espaço profundo.
O foco está em consolidar capacidades para futuras missões. A Artemis II provará que os sistemas de suporte à vida da Orion estão prontos para missões de maior duração e permitirá que a tripulação pratique operações essenciais para o sucesso da Artemis III e missões subsequentes.
A Lógica por Trás da Decisão
Especialistas apontam que a ausência de um módulo de pouso lunar é a principal razão para não haver alunissagem nesta missão. Patty Casas Horn, da Nasa, explicou à CNN que a decisão segue uma abordagem histórica de reduzir riscos, testando capacidades em etapas antes de avançar para fases mais complexas do programa.
“Ao longo da história da Nasa, tudo o que fazemos envolve um certo risco, e por isso queremos garantir que esse risco faça sentido e aceitar apenas o risco necessário, dentro de limites razoáveis”, ressaltou Horn.
Como será o voo da Artemis II?
Após o lançamento, a Orion e o estágio superior completarão duas voltas ao redor da Terra para verificações. A espaçonave seguirá então em uma trajetória lunar de retorno livre, um caminho que utiliza a gravidade da Terra para trazer a Orion de volta após sobrevoar a Lua.
A tripulação da Artemis II viajará aproximadamente 7.562 quilômetros além do lado oculto da Lua. Este perfil de voo foi projetado para minimizar o consumo de combustível e aumentar a confiabilidade da missão. A Nasa detalha que, em vez de exigir propulsão no retorno, essa trajetória eficiente aproveita o campo gravitacional Terra-Lua.
A Artemis II é vista como a validação prática do caminho para os próximos voos, abrindo caminho para a Artemis III, que planeja levar astronautas de volta à superfície lunar nos próximos anos.
Da redação do Movimento PB.
