Nova teoria BIZARRA abala noções de espaço e tempo

Universo de energia fluida: o que muda?
Esqueça tudo o que você pensava que sabia sobre o universo. Uma dupla de engenheiros mecânicos da North Carolina State University propõe uma nova maneira de ver o cosmos: através do fluxo de energia.
Larry Silverberg e Jeffrey Eischen sugerem que fragmentos de energia, e não ondas ou partículas, podem ser os blocos de construção fundamentais do universo. A base dessa teoria é a ideia de que a energia está sempre fluindo através do espaço e do tempo.
Imagine a energia como linhas que entram e saem de uma região do espaço, sem nunca se cruzar, e sem ponto de início ou fim. Essa nova perspectiva desafia a dualidade onda-partícula que dominou a física moderna.
O que é a matéria? Uma revisão histórica
Desde Aristóteles, com seus elementos (terra, água, ar, fogo e o éter celestial), até a alquimia e a revolução de Robert Boyle, a busca pelos componentes básicos da matéria sempre intrigou a humanidade. A ideia de Boyle de que toda matéria é composta de partículas desencadeou uma era de descobertas, culminando na mecânica clássica de Isaac Newton.
As partículas reinaram até James Clerk Maxwell introduzir as ondas eletromagnéticas, dividindo a matéria em partículas (os tijolos) e ondas (a argamassa). Mas o experimento da dupla fenda no século 20 mostrou que partículas e ondas não são tão distintas assim. E então veio Einstein com a relatividade geral, que descreve como a curvatura do espaço-tempo causa a gravidade.
O fragmento de energia: uma nova proposta
Silverberg e Eischen propõem um bloco de construção que combine características de partículas e ondas: o fragmento de energia. Imagine uma galáxia distante: de longe, um brilho de luz; de perto, estrelas individuais. O fragmento de energia seria uma concentração de energia que flui e se dissipa para fora.
Com esse novo conceito, os cientistas formularam equações e testaram a teoria em problemas já resolvidos por Einstein. Modelaram o Sol como um fragmento de energia massivo e Mercúrio como um fragmento menor orbitando. No problema do desvio da luz, o Sol foi modelado da mesma forma, mas a luz como um ponto sem massa (um fóton).
Os resultados? As respostas foram as mesmas de Einstein. Essa nova abordagem pode tornar a dualidade onda-partícula mais intuitiva e oferecer uma nova maneira de pensar sobre o universo.
Da redação do Movimento PB.
