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Três entre os 20 maiores fabricantes de chips do mundo são chineses

Três entre os 20 maiores fabricantes de chips do mundo são chineses
Três entre os 20 maiores fabricantes de chips do mundo são chineses

As sanções impostas por Estados Unidos e Europa, que tinham como objetivo frear o avanço tecnológico da China, parecem ter produzido um efeito reverso. Longe de paralisar, as restrições impulsionaram Pequim a desenvolver sua própria indústria de semicondutores em uma velocidade surpreendente, transformando o país em um competidor global de peso.

Um levantamento recente do Nikkei Asian Review revela que a China agora ostenta três empresas entre as 20 maiores fornecedoras de equipamentos para fabricação de chips do mundo. Em 2022, havia apenas uma. Esse crescimento exponencial é a resposta direta à política de “substituição de importações”, onde a impossibilidade de adquirir tecnologia de ponta ocidental forçou a China a produzi-la internamente.

Naura Technology: A Gigante em Ascensão

Entre as empresas que mais se destacam, a Naura Technology Group impressiona. Em apenas três anos, a companhia saltou da 8ª para a 5ª posição no ranking global de fornecedores, com um crescimento de receita de 21% no último ano. A Naura agora figura logo atrás das “Quatro Grandes” globais: ASML (Holanda), Applied Materials (EUA), Lam Research (EUA) e Tokyo Electron (Japão). Sua especialidade inclui equipamentos essenciais para corrosão (etching) e deposição química em wafers, processos cruciais na fabricação de chips.

AMEC e a Conquista dos 5 Nanômetros

Outra joia da coroa chinesa é a AMEC, que ocupa o 13º lugar no ranking. Fundada por veteranos da indústria americana, a AMEC já é capaz de produzir máquinas de corrosão compatíveis com processos de 5 nanômetros (5nm). Este é um feito técnico notável, pois representa uma diminuição significativa da dependência externa para a produção de chips avançados, um dos pontos mais sensíveis das sanções.

Completando a lista, a SMEE (20º lugar) desempenha um papel vital na estratégia chinesa. A empresa é responsável pela fabricação de scanners de litografia, considerada a tecnologia mais complexa e difícil de dominar na indústria de semicondutores. Embora suas máquinas ainda estejam distantes da vanguarda tecnológica da ASML, elas são a única alternativa doméstica para as linhas de produção chinesas, garantindo um mínimo de autonomia.

30% de Produção Interna e o Futuro da Indústria

O cenário mudou drasticamente em pouco tempo. Há apenas três anos, a China produzia cerca de 10% do maquinário necessário para a fabricação de um chip. Hoje, essa fatia já oscila entre 20% e 30%. O país se consolidou como o maior mercado mundial para esses equipamentos, com um movimento interno de US$ 49,5 bilhões.

Apesar de empresas como a ASML ainda afirmarem que a China está “muitos anos atrasada” na litografia de ponta (EUV), o ritmo acelerado de desenvolvimento e a capacidade de preencher lacunas críticas na cadeia de produção indicam que o gigante asiático está avançando mais rapidamente do que o Ocidente esperava. As sanções, que visavam isolar, acabaram por fortalecer o ecossistema tecnológico chinês, criando um novo polo de inovação e produção no setor de semicondutores.

Da redação do Movimento PB.

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