Editora de Sci-Fi Abre Portas para Autores Brasileiros

Aleph Aposta na Ficção Científica Made in Brazil
A Editora Aleph, conhecida por seus títulos de ficção científica, anuncia uma grande novidade: a partir deste ano, publicará romances de autores brasileiros. A iniciativa, aguardada pelos fãs, visa impulsionar a literatura nacional no gênero.
A editora já contratou cinco livros, com lançamentos previstos para o segundo semestre. Os autores selecionados já se destacam no cenário especializado.
Os Primeiros Títulos Nacionais da Aleph
Luara França, publisher da Aleph, destaca que o mercado brasileiro está mais receptivo à ficção científica nacional. Entre os lançamentos, Felipe Castilho apresenta “Subjetivamente Extinto”, um mundo pós-big techs onde uma superinteligência artificial foi desmantelada. Os protagonistas lutam contra nostálgicos que desejam o retorno da antiga ordem.
Jana Bianchi lança “Uma Longa Órbita”, narrando a história de Tarsila, que realiza expedições em oceanos alienígenas através de um avatar, apaixonando-se pelo astrobiólogo Nero.
Sybylla explora em “Sol de Limão” a saga de uma ilustradora com uma doença misteriosa que a impede de associar imagens a palavras. Sua última esperança reside em uma tecnologia com nanorrobôs.
Alexey Dodsworth, escritor baiano e doutor em filosofia, apresenta uma trama envolvendo a empresa “Repetition”, que clona animais de estimação e cria personagens virtuais de parentes falecidos.
Kinaya Black, do Ceará, lança “Memória Cheia”, sobre um casal forçado a migrar devido à reorganização do Brasil em zonas de vigilância tecnológica. Após a morte da mulher, o parceiro grava áudios para ela até o limite do armazenamento, à beira do colapso.
Expansão para Novos Horizontes
Outros selos do Grupo Aleph, como Glida (infantojuvenil) e Goya (não ficção), já publicam autores nacionais. Agora, a ficção científica se junta a eles na valorização da produção literária brasileira.
Além disso, a Companhia das Letras lança em março a autobiografia de Patti Smith, “Pão dos Anjos”, e a Fósforo apresenta “Os Imortais”, de Paulliny Tort, ambientado na pré-história.
Da redação do Movimento PB.
