Filme premiado com Wagner Moura recebeu milhões do governo Lula

‘O Agente Secreto’ e o Financiamento Público
O filme ‘O Agente Secreto’, aclamado com o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa, teve um aporte de R$ 7,5 milhões provenientes do governo Lula. Os recursos foram canalizados através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Com um orçamento total de R$ 27,1 milhões, o filme também contou com o apoio financeiro da iniciativa privada, que contribuiu com R$ 5,5 milhões. O restante do montante veio de colaborações internacionais, incluindo França, Alemanha e Holanda. Importante destacar que o projeto não utilizou recursos da Lei Rouanet.
Premiação e Críticas Políticas
O feito de ‘O Agente Secreto’ é notável, marcando a primeira vez que um filme brasileiro conquista duas categorias na mesma edição do Globo de Ouro: melhor filme de língua não inglesa e melhor ator, com Wagner Moura sendo laureado.
Após a premiação, a equipe do filme aproveitou o momento para expressar críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Kleber Mendonça Filho, o diretor, comentou: “O Brasil sofreu uma guinada drástica à direita, mas esses tempos ficaram para trás, com o ex-presidente [Jair Bolsonaro] agora preso. Ele foi irresponsável em não liderar o país, e o cinema pode expressar nossas insatisfações sociais.”
O financiamento de produções audiovisuais sempre gera debates acalorados, especialmente quando envolve recursos públicos. A destinação de verbas para filmes como ‘O Agente Secreto’ levanta questões sobre o papel do Estado no fomento à cultura e a liberdade de expressão artística.
O sucesso de ‘O Agente Secreto’ no cenário internacional reacende a discussão sobre o investimento em produções nacionais e seu impacto na projeção da imagem do Brasil no exterior.
Da redação do Movimento PB.
