Jaqueta de Dinho intacta: um elo de 30 anos com a memória Mamonas Assassinas

Um achado inesperado durante a exumação do corpo de Dinho, vocalista da icônica banda Mamonas Assassinas, reacendeu as memórias e a conexão com o grupo que marcou uma geração. Uma jaqueta, pertencente à equipe da banda, foi encontrada intacta sobre o caixão do cantor no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo, durante o procedimento realizado na última segunda-feira (23).
A revelação, feita através de um comunicado oficial nas redes sociais da banda e confirmada por Jorge Santana, CEO do grupo, ao g1, adiciona um capítulo emocionante à história dos Mamonas. A peça, que havia sido depositada sobre o caixão de Dinho no dia de seu sepultamento, há quase três décadas, está agora sob a custódia do cemitério. Há planos para que o item possa, futuramente, integrar o memorial em homenagem à banda, consolidando-se como um símbolo da preservação de seu legado.
O Legado Eternizado no BioParque Memorial
A exumação dos corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, falecidos em 2 de março de 1996 em um trágico acidente aéreo na Serra da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo, marca um novo ciclo. A iniciativa visa transformar parte das cinzas dos músicos em adubo para o Jardim BioParque Memorial. Este espaço inovador abrigará cinco árvores, cada uma representando um integrante da banda, em um gesto simbólico de “renovação e eternidade”, conforme explicou Jorge Santana.
O memorial, que será acessível gratuitamente aos fãs, ainda não tem data definida para sua inauguração, mas promete ser um ponto de encontro para aqueles que desejam celebrar a alegria e o espírito irreverente dos Mamonas. A nota oficial da banda enfatiza que o objetivo primordial é “perpetuar a memória e proporcionar aos fãs de hoje e das futuras gerações um espaço que conte a história de alegria, garra e determinação dos nossos meninos”.
Um Conceito Inovador de Homenagem
O Jardim BioParque Memorial Mamonas, localizado no próprio Cemitério Primaveras, adota um conceito que integra as cinzas resultantes da cremação com sementes de espécies nativas. Essas sementes, uma vez plantadas, são monitoradas por uma equipe de especialistas, garantindo o desenvolvimento das árvores que carregarão a memória dos artistas. Este modelo de memorialização tem ganhado destaque global, unindo a lembrança afetiva com a sustentabilidade ambiental.
Apesar da exumação para o novo memorial, os túmulos originais dos integrantes serão mantidos, garantindo que fãs e familiares continuem a ter um local tradicional para suas homenagens. A iniciativa reforça a ideia de que o tempo não apaga as lembranças, mas as transforma, oferecendo um novo olhar sobre a eternidade do legado de uma das bandas mais queridas do Brasil.
A descoberta da jaqueta de Dinho, em meio a um processo tão significativo, é um lembrete tangível da presença e do impacto duradouro dos Mamonas Assassinas, que, mesmo após três décadas, continuam a ressoar na cultura popular brasileira.
Perguntas Frequentes
O que foi encontrado durante a exumação de Dinho?
Durante a exumação do corpo de Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, foi encontrada uma jaqueta que pertencia à equipe da banda, intacta sobre o caixão. A peça havia sido colocada no local no dia do sepultamento do cantor, em 1996.
Qual é o propósito do Jardim BioParque Memorial Mamonas?
O Jardim BioParque Memorial Mamonas tem como objetivo perpetuar a memória da banda. Ele utilizará parte das cinzas dos integrantes, misturadas com sementes de árvores nativas, para criar um espaço de homenagem com cinco árvores, cada uma representando um músico. O local será aberto à visitação gratuita dos fãs.
Os túmulos originais dos Mamonas Assassinas serão mantidos?
Sim, mesmo com a criação do Jardim BioParque Memorial, os túmulos originais dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão mantidos no Cemitério Primaveras. Isso garante que fãs e familiares continuem a ter os locais tradicionais para suas homenagens.
