R$ 11 bilhões: Brasil e China constroem a maior ponte da América Latina

A infraestrutura brasileira prepara-se para uma transformação profunda com o iminente início das obras da Ponte Salvador-Itaparica. Projetada para ser um marco da engenharia global, esta colossal estrutura de 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar terá sua construção iniciada em junho de 2026, resultado de uma aliança estratégica entre o Brasil e um consórcio liderado por gigantes chinesas, a CCECC e a CCCC.
Com um investimento massivo de R$ 11 bilhões, a nova ponte não apenas redefinirá a paisagem da Baía de Todos-os-Santos, mas também assumirá o posto de maior ponte da América Latina, superando referências internacionais como a renomada Ponte Vasco da Gama, em Portugal. A previsão de entrega é para 2031, prometendo conectar de forma definitiva a capital baiana à Ilha de Itaparica, substituindo o atual e por vezes moroso sistema de ferry-boat.
Detalhes de uma Engenharia de Grande Escala
A grandiosidade do projeto transcende a mera extensão, destacando-se pela complexidade técnica e pelo desafio de engenharia. Um dos pontos mais impressionantes é o trecho estaiado, que contará com um vão central de 900 metros de comprimento e uma impressionante altura de 85 metros – equivalente a um edifício de 28 andares. Esta elevação é crucial para garantir a livre navegação de grandes embarcações, incluindo petroleiros e navios transatlânticos, sob a estrutura.
Em termos de capacidade viária, a Ponte Salvador-Itaparica foi projetada para otimizar o fluxo de tráfego. Ela terá pistas duplas com duas faixas de rolamento em cada sentido, além de uma terceira faixa inicialmente dedicada ao acostamento. Para garantir a integração total com as malhas rodoviárias existentes, o projeto prevê a construção de 4,6 quilômetros de acessos em Itaparica e 6,9 quilômetros em Salvador, facilitando a mobilidade e o acesso à nova via.
Impacto Econômico e Geopolítico
A viabilização deste empreendimento ganhou novo fôlego após o 3º Fórum Bahia-China, realizado em novembro de 2025, solidificando a parceria internacional. Mais do que uma solução logística para reduzir significativamente o tempo de viagem entre as duas localidades, a construção da ponte é um símbolo potente do estreitamento das relações comerciais e tecnológicas entre o Brasil e a China.
Para a Bahia, a obra representa uma revolução não apenas no turismo, mas também no escoamento de mercadorias. A ponte integrará regiões que historicamente dependiam de um transporte marítimo mais lento para se conectar ao centro econômico do estado, prometendo impulsionar o desenvolvimento regional e atrair novos investimentos. Especialistas em infraestrutura apontam que projetos dessa escala são catalisadores de crescimento, gerando empregos e dinamizando cadeias produtivas locais e nacionais.
A Ponte Salvador-Itaparica é, portanto, muito mais do que uma estrutura de concreto e aço. É um investimento estratégico que reforça laços internacionais, impulsiona o desenvolvimento regional e projeta a Bahia e o Brasil para um novo patamar de infraestrutura e conectividade.
Perguntas Frequentes
Qual a extensão e o custo da Ponte Salvador-Itaparica?
A Ponte Salvador-Itaparica terá uma extensão total de 12,4 quilômetros sobre o mar e representa um investimento de R$ 11 bilhões. Este valor a posiciona como um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil e a maior ponte da América Latina.
Quando a construção da ponte será iniciada e finalizada?
As obras da ponte estão programadas para começar em junho de 2026. A previsão atual é que a estrutura seja entregue e esteja operacional até o ano de 2031, após um período de construção de aproximadamente cinco anos.
Qual o impacto econômico e estratégico da ponte para a Bahia e para as relações Brasil-China?
Para a Bahia, a ponte terá um impacto transformador no turismo, na logística e no escoamento de mercadorias, integrando regiões e impulsionando o desenvolvimento econômico. Estrategicamente, o projeto simboliza o fortalecimento das relações comerciais e tecnológicas entre o Brasil e a China, consolidando uma parceria crucial para o futuro da infraestrutura e do comércio bilateral.
Da redação do Movimento PB.
