A moeda norte-americana fechou em forte queda nesta quinta-feira (3), após o anúncio de tarifas de importação pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O dólar comercial caiu 1,23%, encerrando o dia a R$ 5,629 — menor valor desde outubro de 2024. A medida surpreendeu positivamente os mercados emergentes, enquanto as bolsas globais registraram quedas acentuadas.
Matéria completa:
Em um dia marcado por instabilidade global, o dólar comercial encerrou esta quinta-feira (3) vendido a R$ 5,629, com queda de 1,23% (R$ 0,07), atingindo o menor valor em quase seis meses. A cotação chegou a R$ 5,59 no início da tarde, mas voltou a subir levemente com investidores aproveitando o recuo para comprar a moeda. A última vez que o dólar esteve tão baixo foi em 14 de outubro de 2024, quando era vendido a R$ 5,58. Em 2025, a moeda acumula queda de 8,91%.
A movimentação ocorre após o anúncio de tarifas pelo ex-presidente Donald Trump. A medida determinou sobretaxas de 10% para produtos da América Latina, 20% para a Europa e média de 30% para países asiáticos. Apesar do potencial impacto negativo, analistas avaliaram que o golpe à América Latina foi mais brando que o esperado, o que favoreceu a valorização de moedas de países emergentes.
Bolsa brasileira resiste a cenário global
A B3, bolsa de valores brasileira, resistiu às quedas globais e fechou praticamente estável. O índice Ibovespa terminou o dia aos 131.141 pontos, com leve queda de 0,04%. A oscilação foi intensa: caiu 0,55% pela manhã, subiu quase 1% em seguida e oscilou em baixa durante a tarde.
Enquanto isso, os mercados globais reagiram negativamente às medidas protecionistas dos EUA. Em Nova York, o Dow Jones caiu 3,98%, o Nasdaq despencou 5,97% e o S&P 500 recuou 4,84%, com receios de que as tarifas prejudiquem o desempenho das grandes empresas norte-americanas.
O euro comercial, por sua vez, subiu 0,35%, fechando a R$ 6,20.
A reviravolta no câmbio demonstra que, apesar do cenário turbulento, os mercados veem espaço para valorização de ativos em países emergentes, diante de uma resposta menos agressiva às tarifas por parte da América Latina.
Com informações da Agência Reuters