Inflação ‘domada’: Brasil respira aliviado com menor índice desde 2019

Inflação sob controle: um alívio para o bolso do brasileiro
O ano de 2025 fechou com uma notícia que traz um respiro para a economia brasileira: a inflação anual ficou abaixo de 4,5%, um marco que não se via desde 2019, quando atingiu 4,31%. O índice está dentro da meta estabelecida, que tem como centro 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais (4,5%). Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) através do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Em 2024, a inflação já havia dado sinais de arrefecimento, registrando 4,26%, o menor patamar desde 2018, quando ficou em 3,75%. A expectativa é que o governo encerre 2026 com a menor inflação de um mandato desde a implementação do Plano Real, em 1994.
Impacto das decisões do Copom
Em junho de 2025, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano. Essa medida foi resultado de um ciclo de aperto monetário iniciado em setembro de 2024, com 7 altas consecutivas na taxa, que saltou de 10,50% para os atuais 15% ao ano.
Durante todo o ano de 2025, nenhum membro do Banco Central votou a favor da redução dos juros, incluindo os indicados pelo governo. O Copom já indicou que a Selic deverá se manter em um patamar restritivo por um período prolongado, diante de um mercado de trabalho ainda aquecido e de vetores inflacionários persistentes.
Contrariando as expectativas, a taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor nível da série histórica, caindo para 5,2% no trimestre encerrado em novembro.
Projeções e Surpresas
As projeções de analistas financeiros indicavam uma inflação de 4,31% para 2025. No entanto, o indicador surpreendeu, superando as expectativas iniciais, que apontavam para uma taxa acima de 4,90%.
O Banco Central, em relatório divulgado no final de 2024, estimava uma inflação de 4,5% para o ano seguinte, com base nas premissas do mercado financeiro.
Meta e Explicações
O CMN (Conselho Monetário Nacional) estabeleceu que o descumprimento da meta ocorre quando a taxa acumulada em 12 meses permanece fora do intervalo permitido por mais de 6 meses, o que de fato aconteceu em 2025. Em julho, o Banco Central justificou o estouro da meta, prevendo o retorno da inflação para abaixo de 4,5% no primeiro trimestre de 2026. A boa notícia é que a inflação cedeu antes do esperado, registrando 4,46% em novembro.
Com a inflação sob controle, o Brasil ganha um novo fôlego para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população.
Da redação do Movimento PB.
