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Artemis 2: Por que as estrelas somem em fotos da missão?

Artemis 2: Por que as estrelas somem em fotos da missão?
Artemis 2: Por que as estrelas somem em fotos da missão?

Desde o lançamento da missão Artemis 2 em 1º de abril, a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) tem divulgado imagens espetaculares da Terra e da Lua, capturadas pela espaçonave Orion, equipada com 32 câmeras. No entanto, a ausência de estrelas no fundo dessas fotografias tem gerado curiosidade e questionamentos entre o público.

O Desafio da Fotografia Espacial

A questão da visibilidade das estrelas em imagens espaciais é um tema recorrente na fotografia astronômica. Segundo um artigo publicado em 2019 pela revista Astronomy, registrar os astros celestes exige configurações de câmera muito específicas. No contexto da Artemis 2, o foco principal dos astronautas está na captura de imagens da Terra e, especialmente, da Lua, que são objetos significativamente mais luminosos do que as estrelas distantes.

Para obter essas imagens de alta qualidade, a equipe utiliza a técnica de exposição curta. Essa abordagem permite capturar detalhes nítidos dos corpos celestes iluminados, mas tem como consequência o “apagamento” das estrelas devido ao alto contraste. Essencialmente, a câmera é ajustada para não captar a luz tênue das estrelas, priorizando os objetos mais brilhantes no campo de visão.

Entendendo a Exposição Fotográfica

A fotografia, em sua essência, envolve a interação da luz com um material sensível, como o filme ou um sensor digital. A quantidade de luz que atinge esse material é controlada por dois fatores principais: a abertura da lente (quantidade de luz que entra) e a velocidade do obturador (tempo que o sensor fica exposto à luz).

A revista Astronomy compara o ajuste de uma câmera fotográfica ao mecanismo de dilatação e contração da pupila do olho humano. Em um dia ensolarado, a pupila se contrai para limitar a entrada de luz, enquanto à noite ela se dilata para captar mais luz. Da mesma forma, em fotografia, quanto mais brilhante for o objeto a ser fotografado, menor deverá ser a abertura da lente e mais rápida a velocidade do obturador para evitar superexposição.

No caso das imagens da Artemis 2, a necessidade de capturar a Terra e a Lua em alta definição implica em configurações que, embora perfeitas para esses alvos, não são ideais para registrar a vasta e escura tapeçaria de estrelas ao fundo. As estrelas estão presentes, mas sua luz é insuficiente para serem captadas com os ajustes de exposição curta empregados, resultando em um céu aparentemente vazio nas fotografias.

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