CCJ da Câmara Aprova Manutenção da Prisão de Chiquinho Brazão por Maioria de Votos

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Por uma margem de 39 votos a 25, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a continuidade da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ).

A decisão final agora será submetida ao plenário, onde será necessário o voto favorável da maioria absoluta dos deputados (257 votos).

Segundo o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), o parecer sobre a prisão será votado ainda hoje.

Brazão é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, em março de 2018.

Chiquinho Brazão está sob custódia desde o dia 24 de março, após a prisão, a executiva Nacional do partido União Brasil aprovou, por unanimidade, a expulsão do deputado federal da sigla.

O colegiado da CCJ aprovou o parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC), que recomenda a manutenção da prisão, após cinco horas de debates.

O caso foi analisado pela CCJ porque, segundo a Constituição Federal de 1988, deputados só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis.

Darci de Matos justificou a decisão de manter a prisão de Brazão com base na determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que argumentou a necessidade da detenção para evitar que Brazão obstrua a Justiça.

Na sessão, diversos deputados exibiram cartazes pedindo a manutenção da prisão de Brazão e justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) ressaltou o papel do Parlamento brasileiro em proteger a democracia.

Por outro lado, o deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG) votou contra o relatório, declarando a inconstitucionalidade da prisão preventiva.

O advogado de defesa de Chiquinho Brazão, Cleber Lopes, questionou o flagrante, argumentando que a Polícia Federal havia investigado o caso por meses.

Chiquinho Brazão, em videoconferência na reunião da CCJ, afirmou que tinha um bom relacionamento com Marielle Franco, durante seu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e que havia apenas uma “simples discordância de pontos de vista” sobre um projeto de lei municipal.

Além disso, o Conselho de Ética da Casa instaurou um processo que pode resultar na cassação do mandato de Chiquinho Brazão.


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