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Ex-piloto de F-35 preso: China atrai veteranos para segredos militares

Ex-piloto de F-35 preso: China atrai veteranos para segredos militares
Ex-piloto de F-35 preso: China atrai veteranos para segredos militares

Gerald Eddie Brown Jr., ex-piloto da Força Aérea Americana (USAF) e veterano de 65 anos, foi detido em Jeffersonville, Indiana, sob acusações graves. Conhecido pelo indicativo “Runner”, ele é acusado de conspirar e fornecer serviços de defesa a pilotos militares chineses sem a devida autorização, infringindo a Lei de Controle de Exportação de Armas (AECA). A prisão de um ex-oficial com acesso a tecnologias sensíveis como o F-35 sublinha a persistente ameaça de espionagem e transferência de conhecimento militar para adversários estratégicos.

Contexto Legal e a Violação

O Departamento de Justiça dos EUA detalhou que Brown teria treinado aviadores da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) sem a licença exigida pelo Departamento de Estado, conforme o Regulamento Internacional de Tráfego de Armas (ITAR). A legislação americana impõe que cidadãos dos EUA obtenham autorização prévia da Diretoria de Controles de Comércio de Defesa (DDTC) para qualquer tipo de instrução militar a forças estrangeiras. A falha em obter essa permissão constitui uma grave violação de segurança nacional.

A Conspiração e os Vínculos Perigosos

As investigações apontam que, desde agosto de 2023, Brown teria articulado com indivíduos estrangeiros e americanos para ministrar treinamento em aeronaves de combate a pilotos chineses. Em dezembro do mesmo ano, ele viajou à China, onde, nos primeiros dias, teria respondido a extensas perguntas sobre a USAF e apresentado um briefing pessoal à PLAAF, permanecendo no país até fevereiro de 2026. A denúncia sugere que as negociações contratuais foram intermediadas, conectando Brown a Stephen Su Bin, um cidadão chinês condenado em 2016 por invadir redes de defesa dos EUA e subtrair dados militares sensíveis. A empresa de Su Bin foi inclusive listada como entidade restrita pelo Departamento de Comércio americano em 2014, evidenciando um padrão de envolvimento em atividades de inteligência.

Carreira Militar e Expertise Subvertida

Gerald Brown serviu por mais de 24 anos na USAF, aposentando-se como major em 1996. Sua carreira incluiu o comando de unidades sensíveis de lançamento de armas nucleares, liderança em missões de combate e atuação como instrutor de pilotos em uma gama de aeronaves icônicas, como F-4 Phantom II, F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon e A-10 Thunderbolt II. Posteriormente, sua experiência se estendeu ao setor civil como piloto comercial e, mais recentemente, como instrutor contratado para empresas de defesa, treinando pilotos militares em jatos avançados como o F-35 Lightning II e o A-10. Essa vasta experiência, agora, é central para a acusação de que ele teria transferido conhecimento crítico a uma potência rival.

Implicações para a Segurança Nacional

Autoridades americanas sublinharam que o fornecimento de treinamento militar a adversários estratégicos representa uma ameaça significativa à segurança nacional. A mensagem é clara: cidadãos dos EUA que prestarem tais serviços sem a devida licença enfrentarão severas consequências criminais. A ação contra Brown serve como um alerta para outros veteranos que possam ser alvos de recrutamento por governos estrangeiros em busca de informações e táticas militares.

Investigação e Punição

O caso está sob a alçada do Federal Bureau of Investigation (FBI) em Nova York, com o suporte do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea (AFOSI). A acusação segue um padrão observado em processos anteriores contra ex-militares americanos envolvidos em treinamento não autorizado de pilotos chineses. Se condenado, Brown pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão e multa de US$ 1 milhão, refletindo a seriedade com que as autoridades tratam a violação da segurança nacional.

[Movimento PB | MOD: 2.5-FL | REF: 69A17A27]