Rio tem a maior floresta urbana do mundo: um tesouro ameaçado

Um gigante verde no coração do Rio
O Rio de Janeiro abriga a maior floresta urbana do planeta: o Parque Estadual da Pedra Branca. Com 12,5 mil hectares de Mata Atlântica preservada, a área é um refúgio para a biodiversidade e um escudo contra o avanço da urbanização desordenada.
Em meio ao concreto de Jacarepaguá, Guaratiba e Campo Grande, a Pedra Branca resiste, abrigando centenas de espécies, incluindo a majestosa onça-parda. Mas essa joia verde enfrenta pressões constantes: especulação imobiliária, incêndios e ocupações irregulares ameaçam sua integridade.
Biodiversidade em risco
Apesar dos desafios, o parque se mantém como um oásis de vida. Quase 500 espécies já foram catalogadas, equiparando a Pedra Branca a reservas florestais distantes dos centros urbanos. A presença de predadores de topo indica a resiliência desse ecossistema, um laboratório vivo da Mata Atlântica dentro da cidade.
Um dos tesouros do parque é um jequitibá-rosa de 500 anos, testemunha da história do Rio. Árvores como essa são pilares ecológicos, armazenando carbono, regulando a umidade e abrigando inúmeras formas de vida.
Serviços ambientais essenciais
Além da biodiversidade, a Pedra Branca presta serviços ecossistêmicos cruciais para o Rio. A floresta regula o clima, reduzindo as ilhas de calor e prevenindo enchentes. Suas nascentes alimentam importantes mananciais, garantindo o abastecimento de água da população.
Em um cenário de eventos climáticos extremos, a Pedra Branca é um seguro ambiental para a cidade, protegendo contra secas, tempestades e ondas de calor.
Turismo e educação ambiental
O parque também se destaca como um polo de turismo de natureza, com trilhas, mirantes e cachoeiras. A visitação organizada promove a educação ambiental e gera renda para as comunidades do entorno, desde que os limites ecológicos sejam respeitados.
Ameaças e desafios
Apesar de sua importância, a Pedra Branca enfrenta ameaças constantes. Incêndios criminosos e ocupações irregulares colocam em risco a floresta e seus serviços ambientais. É fundamental fortalecer o monitoramento, a fiscalização e o planejamento urbano para proteger esse patrimônio natural.
Gestão e futuro
A gestão do Parque Estadual da Pedra Branca exige a articulação entre órgãos estaduais, prefeitura, universidades, ONGs e comunidades. Projetos de pesquisa, ações de educação ambiental e políticas públicas consistentes são essenciais para garantir a proteção da floresta.
O futuro da Pedra Branca está intrinsecamente ligado ao modelo de cidade que o Rio escolhe construir. Uma metrópole que valoriza sua Mata Atlântica trata a floresta como infraestrutura essencial, e não como obstáculo ao crescimento.
Da redação do Movimento PB.
