Milei fecha 2025 com inflação de 31,5% e busca apoio em Trump

Inflação na Argentina em 2025: Um Ano de Desafios e Reviravoltas
A Argentina encerrou 2025 com uma inflação acumulada de 31,5%, um número que reflete um ano de intensos desafios econômicos e reviravoltas políticas sob a gestão do presidente Javier Milei. Os dados do Indec revelam que, apesar de uma melhora inicial no ritmo mensal da inflação em 2024, o ano de 2025 apresentou uma persistência da taxa mensal entre 2% e 3%, com uma aceleração gradual a partir de maio.
O país passou por um forte ajuste econômico liderado por Milei, que incluiu a paralisação de obras federais e a interrupção de repasses para os estados. A retirada de subsídios em tarifas de serviços essenciais como água, gás, luz e transporte público causou um aumento expressivo nos preços ao consumidor.
Crise Política e Busca por Apoio Internacional
No terceiro trimestre de 2025, Milei enfrentou uma grave crise política após o vazamento de um áudio comprometedor envolvendo sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência, acusada de corrupção. A crise se aprofundou com a derrota nas eleições da província de Buenos Aires, resultando na desvalorização do peso argentino, que atingiu seu menor valor histórico, cotado a 1.423 por dólar.
Diante desse cenário, Milei buscou apoio internacional, encontrando em Donald Trump, nos Estados Unidos, um aliado estratégico. O governo dos EUA oficializou um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, com a promessa de mais US$ 20 bilhões, totalizando um socorro financeiro de US$ 40 bilhões. Essa medida visou aumentar as reservas argentinas e restaurar a confiança dos investidores.
Apoio de Trump e Eleições de Meio de Mandato
O apoio financeiro de Trump veio acompanhado de uma importante vitória de Javier Milei nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar e garantir a continuidade das reformas governamentais.
Acordo com o FMI e Medidas Econômicas
No início de seu governo, Milei alcançou um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com uma primeira parcela de US$ 12 bilhões disponibilizada rapidamente. Esse repasse representou um voto de confiança no programa econômico do presidente argentino.
O governo e o Banco Central da Argentina implementaram diversas medidas monetárias, fiscais e cambiais para injetar dólares no país, visando fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI. Entre essas medidas, destacam-se a permissão para uso de dólares mantidos fora do sistema financeiro sem declaração de origem, a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos.
O objetivo principal do governo Milei é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico.
Da redação do Movimento PB.
