Musk lança XChat: Fim do WhatsApp? Meta já se preocupa

Elon Musk agitou o mercado global de tecnologia ao anunciar o lançamento do XChat, uma nova plataforma de mensagens e chamadas criptografadas que se integra diretamente ao X (antigo Twitter). A novidade representa um desafio direto ao domínio de gigantes como WhatsApp e Telegram, e já começou a ser liberada para um grupo seleto de usuários, com expansão prevista para os próximos dias.
A iniciativa marca uma guinada estratégica para o X. Longe de ser apenas uma rede social de interação pública, a plataforma agora mira o espaço dos mensageiros privados, prometendo unificar conversas, compartilhamento de arquivos, chamadas e, futuramente, até pagamentos digitais em um único ecossistema. É a visão de Musk de um superapp começando a tomar forma.
XChat: Adeus às mensagens diretas do Twitter
O XChat chega para aposentar o antigo e limitado sistema de mensagens diretas do Twitter. A nova ferramenta oferece uma gama de funcionalidades robustas, incluindo:
- Conversas totalmente criptografadas.
- Envio de qualquer tipo de arquivo.
- Mensagens temporárias que desaparecem após a leitura.
- Uma interface moderna, mais alinhada com o que os usuários esperam de aplicativos como WhatsApp e Telegram, mas com a vantagem de estar integrada à “praça pública” do X.
A aposta de Musk é capitalizar um hábito comum: usuários que iniciam um diálogo em público e, ao precisar de privacidade, migram para outros aplicativos. Com o XChat, essa transição se torna desnecessária, permitindo que a conversa flua do post público para um chat criptografado sem sair do X.
Pagamentos e a visão de um Superapp
Se a estratégia de integração do XChat for bem-sucedida, o próximo passo é ainda mais ambicioso: transformar essas conversas em canais para pagamentos. Musk já havia sinalizado essa intenção, confirmando acordos para viabilizar transferências financeiras dentro da plataforma, um movimento que o aproximaria do modelo de sucesso do WeChat chinês.
Tecnologia e Segurança: Promessas e Dúvidas
Para suportar essa transformação, o X reconstruiu todo o seu sistema de mensagens do zero. O XChat foi desenvolvido majoritariamente em Rust, uma linguagem de programação elogiada por seu alto desempenho e segurança, o que promete reduzir as falhas comuns em sistemas mais antigos.
A criptografia utiliza um protocolo próprio, batizado de “Juicebox”. Nele, as chaves privadas dos usuários são criptografadas e armazenadas nos servidores do X, divididas em fragmentos. O acesso e a recuperação de conversas (mesmo ao trocar de celular) são feitos por meio de um PIN definido pelo próprio usuário, um diferencial em relação a alguns concorrentes.
No entanto, especialistas levantam um ponto de atenção: a centralização das chaves na infraestrutura do X pode gerar debates sobre a imunidade total do sistema a pressões governamentais ou ataques sofisticados. Até o momento, o X não divulgou auditorias independentes completas do protocolo.
Criptografia “Estilo Bitcoin”: Marketing ou Realidade?
Musk descreveu a criptografia do XChat como “no estilo Bitcoin”, uma expressão que gerou certa confusão no meio técnico. O Bitcoin usa criptografia para autenticar transações, não para garantir a privacidade de mensagens.
Embora o XChat possa de fato adotar conceitos de criptografia de curva elíptica e modelos de chaves públicas e privadas, similares ao universo cripto, muitos veem o termo como uma estratégia de marketing, esperando por mais detalhes técnicos para uma avaliação precisa.
O XChat é, portanto, apenas uma peça no tabuleiro do projeto maior de Elon Musk: a criação de um superapp que combine rede social, mensagens, pagamentos e outros serviços financeiros, redefinindo a experiência digital dos usuários.
Da redação do Movimento PB.
