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Reino Unido alerta: submarinos russos monitorados perto de cabos estratégicos

Reino Unido alerta: submarinos russos monitorados perto de cabos estratégicos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

O Reino Unido intensificou sua vigilância e mobilizou forças militares em resposta à presença de submarinos russos em áreas marítimas estratégicas próximas ao seu território. Conforme revelado pelo secretário de Defesa, John Healey, embarcações russas foram detectadas operando na região por mais de um mês no início de 2026, sob constante monitoramento das forças britânicas e de seus aliados.

O Alto Norte como ponto de tensão

Segundo o governo britânico, a operação russa concentrou-se no chamado Alto Norte, uma zona de vital importância estratégica devido à sua densa rede de rotas marítimas e infraestruturas críticas, incluindo cabos de telecomunicações e oleodutos. Londres suspeita que Moscou tenha buscado aproveitar a distração da comunidade internacional, focada no Oriente Médio, para realizar ações discretas nesta região sensível.

Healey confirmou que as forças do Reino Unido, com o apoio da Noruega, acompanharam de perto os movimentos dos submarinos, impedindo quaisquer atividades consideradas suspeitas. Ele assegurou que, até o momento, os submarinos deixaram a área e não há evidências de danos à infraestrutura subaquática.

Mensagem direta a Moscou

Em uma coletiva de imprensa, o ministro enviou uma mensagem inequívoca ao presidente russo, Vladimir Putin, declarando que qualquer tentativa de sabotagem contra a infraestrutura britânica não será tolerada. A divulgação pública da operação, segundo Healey, serviu como um aviso claro, demonstrando que as ações russas estão sob escrutínio constante.

“Ao presidente Putin, eu digo: ‘Nós o vemos’”, declarou Healey, enfatizando a vigilância britânica.

Capacidade e dissuasão

A operação russa, de acordo com informações oficiais, envolveu pelo menos um submarino de ataque da classe Akula, além de outras embarcações especializadas em operações em águas profundas. Autoridades apontam que tais submarinos possuem capacidade tanto para monitorar cabos submarinos em tempos de paz quanto para realizar atos de sabotagem em cenários de conflito.

Para contrapor a ameaça e garantir a segurança, o Reino Unido mobilizou uma fragata, um navio de apoio logístico e aeronaves de patrulha marítima. A Noruega colaborou ativamente com o envio de aeronaves e navios. É importante notar que os submarinos russos não adentraram águas territoriais britânicas, mantendo-se na Zona Econômica Exclusiva e em proximidades de países aliados.

A embaixada russa em Londres optou por não comentar o incidente. Moscou, em ocasiões anteriores, já negou envolvimento em incidentes que causaram danos a cabos submarinos na Europa.

Contexto de ameaças híbridas

Este episódio ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança do Atlântico Norte e do Mar Báltico. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, diversos incidentes de danos a infraestruturas críticas foram registrados. Embora a maioria dos casos tenha sido atribuída a embarcações civis, governos europeus mantêm um estado de alerta elevado diante da possibilidade de ameaças híbridas e ações coordenadas.

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