Sirius em Campinas atrai 30 mil visitantes em evento de ciência

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas, São Paulo, celebrou um marco significativo em sua missão de divulgação científica ao receber aproximadamente 30 mil visitantes durante o evento “Ciência Aberta”. A iniciativa, que ofereceu visitação gratuita ao complexo científico, ocorreu entre os dias 29 e 30 de maio, atraindo caravanas de 10 estados brasileiros, do Distrito Federal e até mesmo do Paraguai.
Um Complexo de Ponta Para Pesquisas Inovadoras
O CNPEM é lar do acelerador de partículas Sirius, um superlaboratório de última geração que tem sido crucial para pesquisas de alta tecnologia em diversas frentes. A infraestrutura avançada permite estudos detalhados sobre agentes infecciosos, como o coronavírus (SARS-CoV-2) e o vírus mayaro, este último circulante no Brasil desde 2019. A capacidade do Sirius em analisar materiais em escala atômica e molecular o posiciona como um centro de excelência global.
Durante o “Ciência Aberta”, os visitantes puderam participar de 100 atividades interativas, que buscavam desmistificar a ciência e apresentar o impacto das pesquisas realizadas no local. Como parte do compromisso social do evento, foram arrecadadas 5,1 toneladas de alimentos, que serão doados a instituições de caridade, e distribuídas 1.200 mudas de plantas, reforçando a conexão da ciência com a sustentabilidade e a comunidade.
Sirius: A Vanguarda da Luz Síncrotron
O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de quarta geração, comparado a um “raio X superpotente” capaz de dissecar a estrutura de diversos materiais. Sua tecnologia é raramente encontrada no mundo, com apenas três instalações similares globalmente. Para gerar a luz síncrotron, elétrons são acelerados a velocidades próximas à da luz em um túnel de 500 metros, percorrendo-o centenas de milhares de vezes por segundo. Essa energia é então direcionada para as linhas de luz, onde experimentos de precisão são conduzidos. O feixe de luz gerado, embora invisível ao olho humano, é extremamente fino e potente, permitindo observações em níveis atômicos e moleculares sem precedentes.
Expansão e Preparo para Futuras Crises Sanitárias
O CNPEM também está em fase de construção do laboratório Orion, uma instalação de biossegurança máxima (NB4). Este laboratório é projetado para ser único em sua capacidade de combater futuras pandemias, reforçando o papel do Brasil na pesquisa e desenvolvimento de soluções para crises sanitárias globais.
