Saúde

SUS adota teste de fezes para rastreamento de câncer de intestino

SUS adota teste de fezes para rastreamento de câncer de intestino
SUS adota teste de fezes para rastreamento de câncer de intestino

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de um novo protocolo para o rastreamento de câncer de intestino no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, um exame não invasivo de fezes será a referência para identificar a doença em homens e mulheres com idade entre 50 e 75 anos que ainda não apresentem sintomas.

Teste imunoquímico fetal (FIT) substitui colonoscopia como rastreamento inicial

O novo método, conhecido como Teste Imunoquímico Fecal (FIT), é uma evolução dos exames de fezes convencionais. Utilizando anticorpos específicos, o FIT é capaz de detectar sinais precoces de pólipos, lesões pré-cancerosas e até mesmo o próprio câncer de intestino. A principal vantagem reside na sua natureza não invasiva, eliminando a necessidade de preparo intestinal e dietas restritivas, além de ser mais prático para o paciente.

O procedimento é simples e pode ser realizado em casa. O paciente recebe um kit para coletar uma amostra de fezes, que é então acondicionada em um tubo e enviada a um laboratório para análise. Caso o resultado do teste FIT seja positivo, o indivíduo será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, para a confirmação do diagnóstico e definição do quadro clínico.

Sinais de alerta para o câncer de intestino

  • Presença de sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro, misturado ou com muco).
  • Alterações no hábito intestinal, como diarreia crônica, urgência para evacuar e pouca quantidade de fezes.
  • Sintomas obstrutivos, como fezes finas, sensação de esvaziamento incompleto, constipação recente e persistente, cólicas abdominais frequentes com inchaço.
  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.

A adoção do FIT visa agilizar o diagnóstico em grupos de risco, reduzindo significativamente a dependência da colonoscopia como exame de rastreamento inicial. Especialistas ressaltam que a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e o sucesso do tratamento contra o câncer de intestino, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil e no mundo.

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