110 mortos em escolas iranianas: a face civil da escalada

Mais de uma centena de pessoas, majoritariamente crianças e adolescentes, perderam a vida em ataques israelenses a duas escolas no Irã, em 28 de fevereiro de 2026. O incidente, parte de uma ofensiva militar conjunta entre Estados Unidos e Israel, reacende o debate sobre a natureza dos alvos em zonas de conflito e a crescente escalada de violência regional.
Ataque devastador em Minab
O ataque mais letal atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, localizada na cidade de Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã. Segundo a agência de notícias Mizan, ligada ao judiciário iraniano, o bombardeio resultou na morte de 108 pessoas e deixou outras 63 feridas. Equipes de resgate continuam trabalhando na remoção de escombros, conforme reportado pela IRNA, a agência de notícias estatal iraniana. A cidade de Minab está estrategicamente situada perto do Estreito de Hormuz.
Outro alvo perto de Teerã
Paralelamente, a agência de notícias Mehr informou que pelo menos dois estudantes foram mortos em um ataque israelense separado que atingiu uma escola a leste da capital, Teerã. Esses incidentes marcam um ponto crítico na ofensiva militar que se desenrola desde a manhã de sábado, gerando uma onda de violência em toda a região.
Condenação iraniana e apelos internacionais
As autoridades iranianas reagiram com veemência aos ataques. Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores do Irã, publicou uma foto do local atingido, classificando-o como um crime contra o povo iraniano e prometendo retaliação. “Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”, declarou Araghchi em uma postagem no X. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, também condenou o que chamou de “crime flagrante” e instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a tomar providências.
A retórica dos “alvos militares” sob questionamento
A Al Jazeera, através de seu correspondente Mohammed Vall em Teerã, levantou sérias dúvidas sobre as alegações de Estados Unidos e Israel de que estariam visando apenas alvos militares e buscando punir o regime, e não a população iraniana. “O presidente Trump prometeu ao povo iraniano que ajuda chegaria, mas agora estamos vendo vítimas civis; isso é algo que o governo iraniano enfatizará como uma violação do direito internacional e uma agressão contra o povo iraniano”, afirmou Vall. Até o momento, não houve reação imediata de Washington ou Tel Aviv às acusações iranianas sobre os ataques às escolas.
Histórico de vítimas civis
A situação atual ecoa conflitos anteriores. Em junho de 2025, os Estados Unidos e o Irã travaram uma guerra de 12 dias que também resultou em um pesado custo civil para o Irã. Dados do Ministério da Saúde e Educação Médica do Irã indicaram que milhares de civis foram mortos ou feridos, e a infraestrutura pública sofreu danos significativos durante aquele conflito, reiterando o padrão de envolvimento de não-combatentes na escalada de tensões.
Perguntas Frequentes
Qual foi o principal incidente reportado?
O principal incidente foi um ataque israelense à escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, resultando em 108 mortes e 63 feridos. Outro ataque a uma escola perto de Teerã matou pelo menos dois estudantes.
Quem são as vítimas dos ataques?
As vítimas são principalmente estudantes e civis, incluindo crianças e adolescentes, que estavam nas escolas no momento dos bombardeios.
Como o Irã reagiu aos ataques?
O Irã condenou veementemente os ataques através de seus ministros das Relações Exteriores e porta-vozes, classificando-os como crimes e prometendo retaliação. Também instou o Conselho de Segurança da ONU a agir.
Há precedentes para vítimas civis neste conflito?
Sim, um conflito anterior de 12 dias entre EUA e Irã em junho de 2025 também resultou em milhares de vítimas civis e danos à infraestrutura, conforme relatado pelo Ministério da Saúde iraniano.
