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Agentes do ICE baleiam e matam homem nos EUA; protestos explodem

Agentes do ICE baleiam e matam homem nos EUA; protestos explodem
Agentes do ICE baleiam e matam homem nos EUA; protestos explodem

Novo incidente com agentes do ICE gera onda de protestos nos EUA

Um homem morreu após ser baleado por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) em Minneapolis, Minnesota, desencadeando uma série de protestos e manifestações na cidade e em outros estados. O incidente ocorreu na sexta-feira (24/01), intensificando o debate sobre as ações e a abordagem do ICE em relação aos imigrantes.

Testemunhas relataram que o homem foi cercado por pelo menos sete agentes do ICE e atingido várias vezes no peito após ser imobilizado no chão. Apesar de ter sido socorrido e levado a um hospital, ele não resistiu aos ferimentos. A morte ocorreu em meio a crescentes críticas às operações do ICE, com relatos de famílias separadas e alegações de tratamento desumano.

Onda de indignação e protestos

A morte do homem provocou uma onda de indignação e protestos em Minneapolis e em outras cidades dos EUA. Centenas de empresas fecharam as portas e moradores suspenderam atividades cotidianas em apoio a uma greve geral convocada pelos organizadores do “Dia da Verdade e da Liberdade”. A mobilização incluiu um apagão econômico, momentos de oração e manifestações públicas, em resposta ao clima de medo provocado pelo aumento das ações do ICE.

Os protestos se intensificaram após a morte de Renee Good, morta a tiros por um agente federal no início do mês em Minneapolis, e a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes nesta semana.

Mesmo sob um alerta de frio extremo, com temperaturas chegando a -20 °C, milhares de pessoas marcharam pelo centro de Minneapolis. Também houve protestos no Aeroporto Internacional de Minneapolis–St. Paul, com manifestantes vindos de outros estados, como Nova York. A polícia aeroportuária deteve várias pessoas no local.

Reações oficiais e controvérsias

O governador de Minnesota, Tim Walz, manifestou-se nas redes sociais, afirmando ter conversado com a Casa Branca após o ocorrido e classificando o episódio como “mais um ataque a tiros atroz feito por agentes federais”. “Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu.

Paralelamente, o comandante da Patrulha da Fronteira, Greg Bovino, e o diretor assistente do ICE, Marcos Charles, afirmam que as autoridades federais enfrentam o que classificam como uma “narrativa falsa” sobre as ações, o perfil dos agentes e das pessoas detidas.

Outros casos recentes envolvendo o ICE

Além do caso do homem baleado, outros incidentes recentes envolvendo o ICE geraram controvérsia. Na sexta-feira (23/1), uma menina de dois anos que havia sido detida por agentes federais conseguiu se reencontrar com a mãe. Em outro caso, testemunhas contestaram a versão oficial de que um menino de cinco anos, preso pelo ICE, teria sido “abandonado” pelo pai antes de ambos serem detidos em Columbia Heights.

Duas mulheres que passaram pela custódia do ICE relataram que ajudaram um agente que sofreu uma convulsão durante o transporte para o edifício federal Whipple.

Da redação do Movimento PB.

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