Choque em Machu Picchu: Tragédia expõe falhas e revolta de turistas

Colisão de trens em Machu Picchu deixa rastro de morte e indignação
A colisão de trens em Machu Picchu, no Peru, resultou na morte de um maquinista e deixou mais de uma centena de feridos. Investigações preliminares apontam para falha humana como causa principal do acidente, desencadeando uma onda de fúria entre os passageiros.
Segundo o chefe de polícia da região de Cusco, Julio Becerra, a suspeita recai sobre um dos maquinistas que, aparentemente, ignorou sinais de alerta. Quatro funcionários das empresas Perú Rail e Inca Rail foram detidos para averiguação, e exames toxicológicos foram realizados.
Drama nos trilhos: Resgate demorado e passageiros revoltados
O acidente não apenas causou vítimas, mas também expôs a precariedade da assistência aos passageiros. Muitos ficaram retidos por horas, gerando cenas de desespero e revolta.
“É uma vergonha essa empresa, nos têm varados, sem comida nem informação, não temos nada”, protestou um dos turistas, ecoando o sentimento de muitos que se sentiram abandonados.
Histórico de acidentes e a fragilidade do acesso
Este não é um incidente isolado. Em 2018, outra colisão entre trens das mesmas empresas deixou dezenas de feridos, levantando questões sobre a segurança e a gestão do transporte na região.
A dificuldade de acesso à área, um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, complica ainda mais a situação. Para chegar a Machu Picchu, turistas precisam combinar trem e ônibus, tornando qualquer imprevisto um pesadelo logístico.
A Unidade Policial de Prevenção continua a coletar depoimentos e investigar as responsabilidades pelo acidente. A tragédia serve de alerta para a necessidade urgente de melhorias na segurança e na assistência aos passageiros em Machu Picchu.
Da redação do Movimento PB.
