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Cuba à beira do abismo? Trump declara ‘Estado falido’ e aperta cerco econômico

Cuba à beira do abismo? Trump declara ‘Estado falido’ e aperta cerco econômico
Cuba à beira do abismo? Trump declara ‘Estado falido’ e aperta cerco econômico

Em um movimento que promete intensificar ainda mais a já frágil situação geopolítica nas Américas, o ex-presidente Donald Trump elevou o tom contra Havana, classificando Cuba oficialmente como um “Estado falido”. A declaração não é apenas retórica; ela coroa uma estratégia de asfixia econômica que tem utilizado o bloqueio de combustíveis como principal alavanca para forçar um acordo com o regime cubano, mergulhando a ilha em uma crise humanitária de proporções alarmantes.

A tática norte-americana, focada no desabastecimento energético, tem sido implacável. Trump não só impediu a Venezuela — tradicionalmente o maior fornecedor de petróleo da ilha — de enviar suprimentos, como também impôs sanções severas e tarifas a qualquer outra nação que ousasse suprir a demanda cubana. O resultado é uma paralisia logística que já afeta serviços essenciais e a infraestrutura básica do país, com a população sentindo o peso da crise em seu dia a dia.

Havana sufocada: montanhas de lixo e colapso de serviços

Os efeitos da escassez de combustíveis são visíveis e insalubres nas ruas da capital. Em Havana, a coleta de resíduos sólidos foi drasticamente comprometida, com dados oficiais revelando que apenas 44 dos 106 caminhões de lixo estão em operação. Montanhas de lixo se acumulam pelas vias, transformando a paisagem urbana em um alerta sanitário iminente. Moradores e motoristas são obrigados a desviar de detritos que variam de papelão a resíduos orgânicos, enquanto alguns cidadãos, em desespero, vasculham os amontoados em busca de materiais reaproveitáveis.

O impacto se estende para além da higiene urbana, atingindo o cerne do funcionamento social cubano:

  • Energia Elétrica: A dependência do petróleo para a geração de energia tem levado a apagões, afetando hospitais, escolas e residências.
  • Transporte Aéreo: O governo cubano já alertou companhias aéreas sobre a falta de querosene de aviação, resultando em aeronaves retidas e voos cancelados.
  • Racionamento: Planos de contingência e a instalação emergencial de painéis solares estão sendo tentados pelo governo local para mitigar a crise energética.

Diplomacia da pressão: um acordo ou o colapso?

Embora Trump tenha descartado, por ora, uma intervenção militar, a estratégia de “sufocamento” busca o colapso interno do sistema cubano. O governo dos EUA, através do Secretário de Estado Marco Rubio, afirma manter contato com autoridades da ilha, defendendo que um acordo é a única saída para a sobrevivência econômica de Cuba. Trump também fez questão de mencionar que os cubanos residentes nos EUA foram “maltratados pelos Castro” e que sua administração está atenta a esse grupo.

Países como o México, que poderiam oferecer suporte, recuaram no envio de petróleo diante das ameaças de sanções americanas, limitando-se ao envio de ajuda humanitária. Paradoxalmente, o próprio governo dos Estados Unidos anunciou a intenção de enviar assistência básica, ao mesmo tempo em que mantém as restrições comerciais que impedem a normalização da vida cotidiana na ilha. A situação atual agrava uma crise que já era crônica, empurrando a população cubana para uma vulnerabilidade sem precedentes na história moderna.

Da redação do Movimento PB.

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