Internacional

Epstein: Fotos chocantes do corpo e testamento inédito reacendem mistério

Epstein: Fotos chocantes do corpo e testamento inédito reacendem mistério
Epstein: Fotos chocantes do corpo e testamento inédito reacendem mistério

Novos documentos e imagens chocantes divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos reacendem o mistério em torno da morte de Jeffrey Epstein, o financista acusado de tráfico sexual e pedofilia. As revelações, que incluem mais de 20 fotos inéditas do corpo de Epstein e seu testamento assinado dias antes de sua morte, contradizem a versão oficial de suicídio e alimentam teorias de conspiração que persistem desde 2019.

Ferimentos e Tentativa de Reanimação Expostas

As fotografias, até então nunca publicadas, mostram Epstein sem camisa, vestindo apenas calças laranja de presidiário. As imagens revelam detalhes perturbadores: sua mandíbula estava amarrada e havia sinais visíveis de ferimentos no pescoço. Uma das fotos mais impactantes flagra o cadáver em uma maca, enquanto uma pessoa com luvas cirúrgicas pressiona seu peito em uma aparente e desesperada tentativa de reanimação. Datadas de 10 de agosto de 2019, por volta das 6h49 da manhã — cerca de 16 minutos após ser encontrado inconsciente — as imagens foram provavelmente capturadas em um hospital para onde Epstein foi levado, onde seria declarado morto minutos depois.

O Testamento Surpreendente e a Fortuna de US$ 100 Milhões

Entre os milhões de documentos liberados, destaca-se o último testamento de Epstein, assinado apenas dois dias antes de sua morte. O documento revela que o financista desejava destinar sua fortuna, estimada em aproximadamente US$ 100 milhões, para sua então namorada, Karyna Shuliak, a quem também planejava presentear com um diamante de 33 quilates. O arquivo, denominado “1953 Trust”, também lista outras 40 pessoas como potenciais beneficiárias, adicionando uma camada de complexidade e especulação sobre seus últimos dias.

Autópsia e Falhas Críticas na Prisão

O relatório “Investigação sobre a Morte de Jeffrey Epstein”, do FBI, com 23 páginas e marcado como “não classificado”, traz dados da autópsia e um relatório psicológico. A autópsia, elaborada pelo Gabinete do Médico Legista Chefe (OCME) de Nova York, aponta duas fraturas na cartilagem tireoide do pescoço de Epstein, achado que pode ser consistente com enforcamento, mas que também alimenta dúvidas sobre as circunstâncias de sua morte.

A investigação também detalha a cronologia da detenção de Epstein no Centro Correcional Metropolitano (MCC) de Nova York. Após uma tentativa de suicídio em 23 de julho de 2019, ele foi colocado sob vigilância. No entanto, em consulta com um psicólogo no dia seguinte, Epstein negou qualquer intenção suicida, afirmando estar “muito empenhado em lutar” por seu caso. Documentos do Departamento de Justiça ainda mostram que o diretor da prisão havia recomendado não deixá-lo sozinho e exigido “verificações a cada 30 minutos” e “rondas sem aviso prévio”.

Contrariando essas diretrizes, o companheiro de cela de Epstein foi retirado um dia antes de sua morte. Na noite de 9 de agosto, os guardas prisionais falharam em realizar as rondas programadas para as 3h e 5h da manhã, e o sistema de câmeras da unidade estava inoperante. O corpo foi descoberto apenas durante uma ronda matinal, expondo uma série de falhas graves na segurança da prisão que continuam sem explicação.

Dúvidas Persistentes

A divulgação dessas imagens e documentos, incluindo versões editadas e não editadas do relatório do FBI sem justificativa clara para as diferenças, apenas intensifica as perguntas sobre o que realmente aconteceu na cela de Jeffrey Epstein. As novas evidências, com ferimentos visíveis e um testamento que aponta para uma distribuição de riqueza planejada, tornam ainda mais difícil aceitar a versão do suicídio como a única verdade.

Da redação do Movimento PB.

[MPB-Wordie | MOD: 2.5-FL | REF: 6987CB2A]