Desenvolvedores criar experiência semelhante ao Gmail com arquivos de Epstein

Milhares de e-mails pertencentes a Jeffrey Epstein, o financista e agressor sexual registrado, agora estão acessíveis ao público em um formato surpreendentemente familiar. Uma equipe de ‘pranksters’ digitais lançou o Jmail, uma plataforma que recria a interface do Gmail, permitindo que qualquer pessoa navegue pelas correspondências de Epstein como se estivesse em sua própria caixa de entrada.
Acesso Inédito à Rede Sombria de Epstein
A iniciativa surge após a Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos EUA ter divulgado 20.000 documentos do espólio de Epstein. Entre o vasto material, destacam-se milhares de e-mails trocados entre Epstein e figuras de alto perfil. Nomes como Ghislaine Maxwell, sua confidente, o estrategista político Steve Bannon, o jornalista Michael Wolff e o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Larry Summers, surgem nas correspondências. Muitos desses documentos também fazem alusões diretas ou referências explícitas a Donald Trump, o que adiciona uma camada extra de relevância às descobertas.
Como Funciona o Jmail: Uma Experiência Familiar
O Jmail não é apenas uma base de dados; é uma experiência. A plataforma mimetiza o design do Gmail com notável precisão, desde o logotipo – adornado com um pequeno chapéu – até a foto de perfil, que exibe um Epstein sorridente e um convite “Olá, Jeffrey!” ao clicar. A interface permite que os usuários percorram milhares de mensagens, formatadas exatamente como e-mails comuns. No menu lateral, é possível organizar por Caixa de Entrada, Marcados com Estrela e Enviados. A seção de ‘Marcadores’ do Gmail é substituída por uma lista dos correspondentes de Epstein, facilitando a filtragem por contato.
Por Trás da Criação: Humor e Acessibilidade
O site é uma criação de Riley Walz, conhecido por suas pegadinhas digitais, e Luke Igel, cofundador de uma ferramenta de edição de vídeo com IA, a Kino AI. Igel revelou à imprensa que a ideia partiu dele, e a dupla, utilizando a plataforma Cursor, construiu o Jmail em apenas uma noite. Walz anunciou a novidade em um post no X, declarando: “Nós clonamos o Gmail, exceto que você está logado como Epstein e pode ver seus e-mails.” A intenção era clara: tornar a vasta e desorganizada coleção de PDFs da propriedade de Epstein muito mais legível e acessível ao público.
Detalhes Revelados: De Erros de Digitação a Conexões
Uma das características mais úteis do Jmail é a função de “estrelar” e-mails, permitindo que os usuários marquem mensagens importantes. A plataforma então ranqueia esses e-mails com base na quantidade de estrelas recebidas pela comunidade, ajudando a destacar as correspondências mais relevantes. Igel notou que a visualização cronológica dos e-mails revela peculiaridades nas comunicações de Epstein. Houve um aumento perceptível em erros de digitação e formatação esporádica quando Epstein, no início dos anos 2010, parece ter trocado de um teclado de desktop para um dispositivo com tela sensível ao toque, como um iPad. “Você pode vê-lo piorando na digitação com o passar dos anos, à medida que ele claramente muda para um iPad”, comentou Igel, descrevendo o que chamou de “comportamento boomer” de pessoas menos familiarizadas com tecnologia.
A simplicidade e a rapidez na criação do Jmail ressaltam como pequenas inovações podem tornar informações complexas e volumosas mais compreensíveis para o público. A ferramenta não só facilita a investigação jornalística, mas também a curiosidade pública sobre um dos casos mais infames da história recente.
Da redação do Movimento PB.
