Um erro administrativo do governo Trump resultou na deportação de Kilmar Armando Abrego Garcia, um imigrante salvadorenho com status de proteção nos Estados Unidos, para a prisão de segurança máxima CECOT, em El Salvador. Agora, sua família luta na Justiça para garantir seu retorno.
Abrego Garcia havia fugido da violência das gangues em El Salvador em 2011 e obteve proteção legal contra deportação nos EUA. No entanto, em 15 de março, ele foi enviado ao país de origem pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) devido a uma falha burocrática. Segundo seus advogados, ele foi acusado injustamente de envolvimento com a MS-13, após uma detenção questionável em 2019, motivada pelo fato de ele estar vestindo uma camisa do Chicago Bulls.
A administração Trump argumenta que, por Abrego Garcia já não estar sob custódia dos EUA, não há jurisdição para intervir no caso. A prisão CECOT, onde ele se encontra, é conhecida por suas condições extremas e denúncias de tortura. Sua família processa o governo norte-americano para impedir repasses financeiros a El Salvador e exigir sua repatriação.
O caso reacende o debate sobre as políticas migratórias de Trump, que já vinham sendo criticadas por deportações em massa, incluindo a remoção de venezuelanos com pouca ou nenhuma ligação com o crime organizado. Grupos de direitos humanos classificam a situação de Abrego Garcia como um exemplo de abuso de poder e falha institucional.
Com informações de The Mirror