Ex-refém de Maduro celebra captura e revela torturas

Ex-refém detalha horrores da prisão e impacto de cubanos e iranianos
Jorge Toledo, ex-refém do regime venezuelano, expressou alívio com a captura de Nicolás Maduro, em entrevista à CNN. Toledo, que passou quase cinco anos detido na Venezuela, relatou ter sofrido tortura física e psicológica nas prisões El Helicoide e DGCIM, a prisão militar de segurança máxima, onde passou metade de seu tempo encarcerado.
“Eu passei por tortura física e psicológica, não apenas na prisão El Helicoide, mas também na DGCIM”, detalhou Toledo, descrevendo a experiência como algo que o fez duvidar da existência de tanta maldade na humanidade.
Influência estrangeira nas torturas
Toledo destacou a influência de agentes cubanos e iranianos nas metodologias de tortura praticadas nas prisões venezuelanas. Segundo ele, essa influência era discutida abertamente não só entre os prisioneiros, mas também entre os guardas.
“Algo que eu percebi também foi a influência das guardas, eh, dos cubanos e iranianos nas suas metodologias de tortura”, revelou, ressaltando que o tema era discutido sem reservas dentro do sistema prisional.
Preocupação com prisioneiros políticos restantes
Além de celebrar a captura de Maduro, Toledo manifestou grande preocupação com o destino dos prisioneiros políticos que ainda permanecem detidos na Venezuela. Ele teme que esses indivíduos sofram retaliações.
“Eu estou muito preocupado com o destino dos prisioneiros políticos, pessoas que eu conheci na prisão e que ainda estão presos na Venezuela, por causa do risco de retaliação. A vida deles está em risco”, alertou.
O futuro do chavismo sem Maduro
Toledo questionou se a detenção de Maduro representaria o fim do chavismo, ou se outros membros do regime, como Delcy Rodríguez e seu irmão, poderiam assumir o controle. Ele enfatizou a necessidade de remover não apenas Maduro, mas toda a estrutura de poder construída ao longo das últimas décadas.
“Se eles quiserem implementar a democracia no país, eles precisam retirar, remover, não apenas Maduro, mas também os seus asclas. Porque nós não estamos falando sobre um governo, uma ideologia. Nós estamos falando de um bando de criminosos que sequestraram um país inteiro”, afirmou Toledo.
Para Toledo, Maduro era a cabeça de uma vasta arquitetura criminosa construída ao longo de 26 a 30 anos, e a remoção de todo o sistema é crucial para a verdadeira democratização da Venezuela.
Da redação do Movimento PB.
