General Russo Baleado: Kremlin Ignora Ataque e Mistério Aprofunda Crise

Um ataque chocante abalou a cúpula da inteligência militar russa, com o Tenente-General Vladimir Alekseyev, uma figura central em algumas das operações mais controversas do Kremlin, sendo baleado à queima-roupa em Moscou. O incidente, envolto em mistério, foi acompanhado por uma reação notavelmente indiferente do Kremlin, levantando sérias questões sobre a segurança das elites russas e a estabilidade interna do regime de Vladimir Putin.
O Alvo: Um General com Histórico Sombrio
Vladimir Alekseyev não é um nome qualquer. Como vice-chefe da inteligência militar, seu currículo está ligado a uma série de ações que definiram a política externa agressiva da Rússia nas últimas décadas. Desde o envenenamento de Sergei Skripal com Novichok em Salisbury até a campanha militar na Síria, que visou hospitais e comboios de ajuda, e as alegadas tentativas de subverter as eleições americanas de 2016 e 2020, Alekseyev esteve no centro das operações mais delicadas e muitas vezes brutais do Kremlin. Sua vasta rede de inimigos, tanto internos quanto externos, é inegável.
O Ataque e a Surpreendente Vulnerabilidade
O atentado ocorreu de forma cinematográfica: Alekseyev foi emboscado na escadaria de seu próprio prédio residencial em Moscou. O atirador, disfarçado de entregador de comida, conseguiu se aproximar e disparar várias vezes à queima-roupa. A facilidade com que um oficial de tão alto escalão foi atacado em sua própria casa expõe uma falha de segurança alarmante no coração da estrutura de poder russa. Atualmente, o general luta pela vida em um hospital da capital.
A Resposta Fria do Kremlin
A reação oficial ao incidente foi, no mínimo, peculiar. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou que “é claro que tais líderes militares e especialistas de alto escalão estão em risco durante a guerra. Não é trabalho do Kremlin descobrir como garantir a segurança deles.” Essa mensagem, que beira o “cada um por si”, é um golpe na moral dos comandantes mais condecorados da Rússia e contrasta fortemente com a imagem de controle e proteção que o regime tenta projetar. Alekseyev é apenas o mais recente de uma série de figuras proeminentes russas que foram neutralizadas ou atacadas em solo doméstico.
Culpa Externa ou Luta Interna?
Oficialmente, a Rússia prontamente atribuiu a culpa à Ucrânia. O Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, descreveu o ataque como um “ato terrorista” destinado a “provocar e, por sua vez, atrapalhar o processo de negociação”. No entanto, a realidade pode ser mais complexa. O histórico de Alekseyev, recheado de antagonismos, sugere uma miríade de possíveis autores. Ele foi fundamental na negociação do fim da rebelião do Grupo Wagner de Yevgeny Prigozhin, que, curiosamente, morreria mais tarde em um misterioso acidente de avião. A possibilidade de uma luta interna pelo poder dentro das elites russas não pode ser descartada.
Seja qual for a origem do ataque — uma audaciosa operação ucraniana ou um acerto de contas interno —, o tiroteio de Vladimir Alekseyev sinaliza uma profunda instabilidade. Para a liderança de Putin, o incidente não apenas expõe vulnerabilidades críticas na segurança, mas também lança uma sombra de incerteza sobre a coesão de seu círculo íntimo, prometendo repercussões significativas para o futuro do regime.
Da redação do Movimento PB.
