Irã provoca os EUA com outdoor de porta-aviões em chamas

Teerã exibe imagem de navio americano destruído
Em uma escalada de tensões, o Irã instalou um outdoor provocativo no centro de Teerã, retratando um porta-aviões americano em chamas. A exibição pública ocorre em meio a um período de turbulência interna e alertas de resposta contundente a qualquer agressão.
A mensagem surge no mesmo dia em que o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio, em resposta à repressão de manifestações em larga escala no Irã.
Cenário de Tensão e Intimidação
O envio do porta-aviões, acompanhado por navios de guerra, intensifica um clima já carregado. Apesar de Trump não ter avançado com ações militares diretas contra o Irã, a ameaça de uma possível intervenção permanece no ar.
O Centcom declarou que o navio “está estacionado atualmente no Oriente Médio para promover a segurança e a estabilidade regionais”, enquanto o Ministério das Relações Exteriores iraniano prometeu uma “resposta contundente” a qualquer agressão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, em uma referência ao porta-aviões, afirmou que a chegada do navio “não afetará a determinação e seriedade do Irã”.
Repressão Interna e Bloqueio da Informação
Paralelamente às tensões geopolíticas, o Irã enfrenta acusações de repressão brutal contra manifestantes. O grupo Human Rights Activists News Agency (HRANA) reportou a morte de quase seis mil pessoas durante a onda de protestos, embora o número real possa ser ainda maior.
A HRANA indicou que investiga outras 17.091 possíveis mortes e que pelo menos 41.283 pessoas foram detidas. Grupos de direitos humanos acusam as autoridades de atirar diretamente contra os manifestantes e de bloquear o acesso à internet desde 8 de janeiro para esconder a magnitude da repressão.
A organização especializada em cibersegurança Netblocks confirmou que o bloqueio da internet permanece vigente e afirmou que este tem como objetivo esconder “o alcance da repressão mortal contra a população civil”.
Em seu primeiro balanço oficial dos protestos, as autoridades iranianas reportaram na semana passada 3.117 mortes, a maioria membros das forças de segurança ou pessoas inocentes assassinadas por “agitadores”.
Da redação do Movimento PB.
