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Rússia vê racha Trump-Europa por Groenlândia com alegria e cautela

Rússia vê racha Trump-Europa por Groenlândia com alegria e cautela
Rússia vê racha Trump-Europa por Groenlândia com alegria e cautela

Moscou observa tensões entre EUA e Europa

A Rússia está atenta ao crescente distanciamento entre os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, e a Europa, em decorrência da disputa pela Groenlândia. Embora celebre as divisões, Moscou também avalia os potenciais impactos em suas próprias ambições no Ártico.

Reações do Kremlin

O Kremlin manifestou satisfação com a situação. Um porta-voz chegou a afirmar que Trump entraria para a história se concretizasse a aquisição da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Kirill Dmitriev, enviado especial de Vladimir Putin, comentou sobre o “colapso da união transatlântica”.

Dmitry Medvedev, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, ironizou a situação da Europa.

Oportunismo e cautela

Apesar da satisfação em ver a Europa em dificuldades, a Rússia mantém uma postura cautelosa. O governo russo evita críticas diretas a Trump, buscando mantê-lo favorável a um possível acordo de paz na Ucrânia, mesmo que isso signifique ignorar as preocupações de aliados tradicionais como Venezuela e Irã.

Implicações para a OTAN

Comentaristas russos apontam que as ações de Trump estão gerando tensões sem precedentes na OTAN, a aliança militar vista por Moscou como um obstáculo. As disputas também podem trazer dificuldades econômicas e diplomáticas para a União Europeia e o Reino Unido, que a Rússia considera como entraves para alcançar seus objetivos na Ucrânia.

O Ártico no radar

Moscou reconhece que as investidas de Trump na Groenlândia podem afetar seus próprios interesses no Ártico, região rica em recursos naturais e de importância estratégica para a Rússia. A alegação de Trump de que a Rússia representa uma ameaça à Groenlândia também causa desconforto em Moscou.

Prioridades russas

Apesar das preocupações com o Ártico, a Ucrânia continua sendo a prioridade máxima para a Rússia. Uma divisão transatlântica que envolva países que financiam e armam a Ucrânia pode ser benéfica para Moscou, influenciando outras áreas políticas e ofuscando os eventos em território ucraniano.

Nova ordem mundial?

Alguns analistas russos sugerem que o comportamento de Trump prenuncia uma nova ordem mundial sem regras, o que poderia favorecer a Rússia. Outros alertam para a imprevisibilidade de Trump, citando a recente apreensão de Nicolás Maduro, da Venezuela.

Há também quem questione se Trump, ao buscar reafirmar o domínio dos EUA no Hemisfério Ocidental, estaria disposto a aceitar que outras nações tenham suas próprias esferas de influência.

Para Moscou, a capacidade de ter sua própria esfera de influência depende de sua força, o que significa que a Rússia deve continuar a fortalecer-se em todas as áreas.

Da redação do Movimento PB.

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