Trump critica Bad Bunny no Super Bowl: ‘Afronta à grandeza americana’

A apresentação vibrante de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl gerou uma onda de entusiasmo global, mas também provocou a ira de Trump, que não poupou críticas à performance do artista porto-riquenho. Em uma postagem na sua rede social Truth Social, imediatamente após o show, Trump declarou que a apresentação era uma “afronta à grandeza americana” e que “ninguém entendeu o que esse cara estava dizendo”. Curiosamente, a reação do público nas redes sociais, como o X (antigo Twitter), foi exatamente o oposto, com Bad Bunny figurando entre os tópicos mais comentados.
A Polêmica Reação de Trump
Trump, que optou por não comparecer à popular final do Super Bowl, manteve sua postura de observador crítico à distância. Sua recusa em prestigiar o evento esportivo mais assistido dos Estados Unidos, combinada com o ataque direto a um dos artistas mais influentes da atualidade, sublinha a polarização cultural e política que marca o cenário americano. Enquanto Trump via incompreensão, milhões de fãs celebravam a performance.
O Show que Parou o Mundo
Sem mensagens políticas explícitas, mas com uma inegável exaltação da cultura latina e de sua natal Porto Rico, Bad Bunny entregou um show de 13 minutos que foi um verdadeiro espetáculo. No palco montado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, o artista, cujo nome de batismo é Benito Antonio Martinez Ocasio, revisitou seus 10 anos de carreira com uma produção cinematográfica e coreografias impecáveis.
O cenário, que remetia a uma plantação, foi o ponto de partida para clássicos como “Tití me preguntó” e “Solita”, que rememoraram suas raízes no reggaeton. Como um roteiro bem-feito, Bad Bunny guiou o público por sua jornada musical, homenageando pioneiros do gênero como Tego Calderón e inserindo um trecho de “Gasolina”, de Daddy Yankee, o marco inicial do reggaeton global. A transição para a diva Lady Gaga foi um dos pontos altos, com a cantora entregando uma versão salsa de seu hit “Die with a smile”, mostrando sua versatilidade e carisma.
A apresentação seguiu com faixas como “Baile inolvidable” e “Nuevayol”, que trouxeram a essência musical de Porto Rico para o centro do palco. Um momento de destaque foi a celebração de seu disco de 2025, “Debí tirar más fotos”, que lhe rendeu o Grammy de Álbum do Ano – uma conquista histórica por ser o primeiro trabalho inteiramente em espanhol a levar o prêmio principal da indústria americana.
Um Hino à Cultura Latina e à União
Bad Bunny, eleito o artista mais ouvido globalmente no Spotify por quatro anos consecutivos (desde 2020), transformou sua participação no Super Bowl em uma poderosa celebração de Porto Rico, um “território não incorporado” dos EUA com pouco mais de três milhões de habitantes. A simbologia foi reforçada ao dividir o palco com Ricky Martin, um dos artistas que pavimentou o caminho para o sucesso internacional de porto-riquenhos. Juntos, interpretaram “Lo que le paso a Hawaii”, uma das canções mais engajadas de “Debí tirar más fotos”.
Outro momento emocionante foi quando Bad Bunny simulou a entrega do Grammy a um menino, em uma cena que simbolizou a transmissão de uma “carta de amor a Porto Rico” para as futuras gerações. Ao final do show, que contou ainda com participações de luxo de Pedro Pascal, Cardi B e Karol G, o artista pediu a Deus que abençoasse a América – e todos os países que a compõem, incluindo o Brasil.
No telão, a frase que Bad Bunny proferiu no Grammy – “a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor” – se completou com um desfile de bandeiras, reforçando uma mensagem de união em tempos de divisões. Com elegância e talento inegável, Bad Bunny provou no Super Bowl que sua ascensão não é mero acaso, mas o resultado de uma conexão profunda com suas raízes e uma mensagem universal.
Da redação do Movimento PB.
