Trump dá 48h para Irã reabrir Ormuz ou enfrenta “inferno”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica contra o Irã ao estabelecer um novo prazo de 48 horas para que o país reabra o Estreito de Ormuz para a passagem de navios. A declaração, feita no último sábado (4 de abril de 2026) através de sua rede social Truth Social, sugere que, caso o Irã não cumpra a determinação, enfrentará graves consequências.
Ameaças e Ultimatos
Trump fez referência a um ultimato anterior, no qual havia concedido dez dias ao Irã para “FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ”. Ele declarou que “o tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles”. Essa nova ameaça surge em um contexto de escalada de tensões, um dia após o Irã ter supostamente derrubado dois aviões militares norte-americanos em seu espaço aéreo. A situação exacerba a incerteza econômica global, já impactada por discursos inflamados sobre o conflito no Oriente Médio.
Incidente com Aeronaves Militares
O incidente com as aeronaves ocorreu na sexta-feira (3 de abril de 2026). Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, um caça militar norte-americano F-15E foi abatido sobrevoando o território iraniano. A aeronave, que transportava dois oficiais, permitiu que ambos ejetassem antes da queda; um deles foi resgatado por forças dos EUA, enquanto o outro permanecia desaparecido. Mais tarde, o Exército iraniano relatou ter abatido um avião A-10 Thunderbolt II nas proximidades do Estreito de Ormuz, alegando que a aeronave havia sido detectada e enfrentada pelos sistemas de defesa aérea do país.
Durante as operações de busca, dois helicópteros Blackhawk que sobrevoavam o espaço aéreo iraniano foram atingidos por fogo, mas conseguiram retornar, conforme relatos de oficiais americanos à Reuters. A eficácia dos sistemas de defesa iraniana contrasta com declarações anteriores do chefe do Pentágono, que assegurava o controle do espaço aéreo da região.
Negociações e Busca por Piloto
Apesar das ameaças e do incidente, Trump afirmou que o episódio não interferiria nas negociações em andamento para encerrar o conflito, que já se estende por seis semanas. Paralelamente às tensões diplomáticas e militares, Irã e Estados Unidos concentravam esforços na busca pelo piloto norte-americano desaparecido. O governo iraniano, até o momento da última atualização, não havia se pronunciado oficialmente sobre a nova ameaça de Trump.
