Por que Trump ‘entrega’ Venezuela à chavista Delcy Rodríguez?

A surpreendente escolha de Trump
Em um movimento que pegou muitos de surpresa, o governo Trump teria escolhido a chavista Delcy Rodríguez, até então vice-presidente de Nicolás Maduro, para liderar a Venezuela após a controversa captura de Maduro por forças americanas. A decisão, segundo fontes internas, foi motivada pela crença de que Delcy protegerá os futuros investimentos americanos no setor de energia do país.
Um alto funcionário dos EUA declarou ter acompanhado a carreira de Delcy por muito tempo e acreditar que ela pode ser uma parceira mais profissional do que Maduro. A gota d’água para a intervenção militar teria sido o comportamento de Maduro, que zombou das ameaças americanas, levando a Casa Branca a agir.
María Corina Machado preterida
A escolha de Delcy surpreende ainda mais quando se considera que Trump não simpatiza com María Corina Machado, líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Trump declarou que Delcy tem o “respeito” necessário para governar a Venezuela, algo que ele não vê em María Corina.
O governo americano condiciona o relacionamento com o governo interino de Delcy à sua capacidade de seguir as regras impostas pelos EUA, reservando-se o direito de tomar medidas militares adicionais caso seus interesses não sejam respeitados. Marco Rubio, secretário de Estado, afirmou que Washington trabalhará com as atuais lideranças da Venezuela se elas tomarem “as decisões certas”.
Os planos de Trump para a Venezuela
Trump declarou que os EUA pretendem “administrar” a Venezuela por um período indeterminado e recuperar os interesses petrolíferos americanos. Essa afirmação gerou polêmica, sendo vista como uma demonstração de poder unilateral e expansionista.
Ao optar por Delcy, o governo Trump se aproxima de uma figura do governo que ele próprio rotulava como ilegítimo, enquanto abandona María Corina. Resta saber se Delcy colaborará com os planos americanos. Em um pronunciamento, ela acusou os EUA de invasão ilegal e afirmou que Maduro continua sendo o líder legítimo da Venezuela.
Sanções mantidas, esperança de alívio
Apesar da mudança de postura, as restrições dos EUA às exportações de petróleo venezuelano permanecem em vigor por enquanto. Há esperança de que o governo americano pare de deter petroleiros e emita mais licenças para empresas dos EUA trabalharem no país, visando reanimar a economia e dar a Delcy uma chance de sucesso político.
Quem é Delcy Rodríguez?
Delcy Rodríguez, de 56 anos, chega ao poder com a reputação de solucionadora de problemas econômicos, tendo orquestrado uma mudança no país de um socialismo corrupto para um capitalismo laissez-faire igualmente corrupto. Filha de um guerrilheiro marxista, ela construiu pontes com as elites econômicas da Venezuela, investidores estrangeiros e diplomatas, apresentando-se como uma tecnocrata.
Apesar de suas inclinações tecnocráticas, Delcy nunca denunciou a repressão e a corrupção que sustentaram o governo de Maduro. Sua capacidade de negociar através do abismo ideológico da Venezuela pode ser útil para aliviar as tensões.
Um futuro incerto
As contradições que cercam Delcy ficaram evidentes em seu pronunciamento, quando ela se dirigiu à nação como vice-presidente, mesmo após Trump tê-la declarado como a nova presidente da Venezuela. Resta saber qual será o futuro da Venezuela sob a liderança de Delcy Rodríguez e como os EUA irão conduzir essa complexa relação.
Da redação do Movimento PB.
