Trump desconvida premiê do Canadá de ‘Conselho da Paz’ após críticas

Tensão diplomática em Davos: Trump retalia críticas de Carney
Em um movimento que intensifica as tensões diplomáticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou o convite ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para integrar o recém-criado “Conselho da Paz”. A decisão, comunicada por carta e divulgada nesta quinta-feira (22), surge após críticas de Carney à política econômica americana durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Trump justificou a medida afirmando que ela representa a retirada formal do convite para a participação do Canadá “no mais prestigioso conselho de líderes já reunido, em qualquer época”, sem apresentar, no entanto, justificativas detalhadas para a decisão.
Críticas em Davos e resposta de Trump
Durante o Fórum Econômico Mundial, Mark Carney criticou indiretamente os Estados Unidos, afirmando que grandes potências têm usado a integração econômica como arma e tarifas como instrumento de pressão. “A hegemonia americana, em particular, ajudou a fornecer bens públicos, rotas marítimas abertas, um sistema financeiro estável, segurança coletiva e apoio a mecanismos de resolução de disputas”, disse Carney, antes de concluir: “Esse acordo já não funciona. Deixe-me ser direto: estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição”.
A resposta de Trump veio no dia seguinte, também em Davos. O presidente americano criticou Carney e afirmou que o Canadá deveria ser mais grato aos Estados Unidos: “O Canadá existe por causa dos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”, afirmou Trump.
O Conselho da Paz e suas controvérsias
O Conselho da Paz, lançado oficialmente em Davos, é uma iniciativa de Trump com o objetivo de supervisionar a paz na Faixa de Gaza e a reconstrução do território palestino. A iniciativa tem sido vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar o papel da ONU.
Durante a cerimônia de lançamento, Trump afirmou que o conselho terá aval “para fazer tudo o que quiser”, não apenas em Gaza. Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho estiveram presentes no lançamento, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei. O presidente Lula foi convidado a integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu. Nenhum grande aliado ocidental participou da cerimônia.
Da redação do Movimento PB.
