Trump intensifica cerco a Cuba com decreto de emergência nacional
Por Redação do Movimento PB — Com informações de vídeo original em português, publicado em Hoje no Mundo Militar
O cenário geopolítico nas Américas sofreu uma guinada drástica neste início de 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu segundo mandato, assinou uma ordem executiva declarando emergência nacional em relação a Cuba. A medida classifica as ações do governo cubano como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional e à política externa americana. O objetivo central da estratégia é asfixiar economicamente a ilha através do corte total de suprimentos de petróleo.
A nova diretriz autoriza a aplicação de tarifas adicionais sobre importações de qualquer país que forneça petróleo a Cuba, seja de forma direta ou indireta. Historicamente dependente da Venezuela, a ilha caribenha viu sua principal fonte de energia secar após a recente captura de Nicolás Maduro e a subsequente retomada do controle dos ativos petrolíferos venezuelanos pelos Estados Unidos. O México, que sob a gestão de Claudia Sheinbaum vinha auxiliando no alívio da crise energética cubana, agora se vê sob pressão direta de Washington para cessar os envios sob risco de retaliações comerciais.
Impacto interno e fragilidade do regime
Especialistas e analistas internacionais apontam que Cuba atravessa sua pior crise econômica em décadas, com o PIB encolhendo drasticamente e a população enfrentando escassez severa de alimentos e remédios. A ausência de combustíveis tem gerado apagões prolongados que paralisam a indústria e o comércio, fomentando protestos populares inéditos na história da ditadura comunista. Estimativas indicam que a ilha pode ficar totalmente sem combustível em um período de duas a três semanas, o que levaria a um colapso dos serviços básicos.
Diferente de crises anteriores, como o “Período Especial” após o fim da União Soviética, o governo atual carece de uma figura carismática como Fidel Castro. O presidente Miguel Díaz-Canel é visto como um burocrata incapaz de gerar conexão com a massa descontente. Além disso, os aliados tradicionais enfrentam suas próprias limitações: a Rússia permanece desgastada pelo conflito na Ucrânia, e a China demonstra cautela para não atrair tarifas comerciais de Trump ao tentar socorrer a economia cubana.
A ofensiva de Washington é reforçada por figuras chave na administração, como o secretário de Estado Marco Rubio, que defende abertamente a necessidade de uma mudança de regime para que o país retorne à prosperidade. Entre as medidas adicionais discutidas estão a manutenção de Cuba na lista de patrocinadores do terrorismo e a possibilidade de um bloqueio naval para impedir qualquer importação de óleo.
O governo Trump aposta que o isolamento diplomático e o sufocamento energético serão o “tiro de misericórdia” em um sistema que sobrevive há mais de seis décadas. Para a Casa Branca, o colapso da influência venezuelana na região abriu a janela de oportunidade necessária para forçar uma transição política em Havana, visando estabelecer um governo alinhado aos interesses americanos no Caribe.
A gravidade da situação interna em Cuba, somada à determinação da nova política externa dos EUA, coloca a ilha em uma encruzilhada histórica onde a sobrevivência do regime comunista é questionada como nunca antes.
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