Internacional

Ucrânia: Chefe de espionagem assume Casa Presidencial em meio à guerra

Ucrânia: Chefe de espionagem assume Casa Presidencial em meio à guerra
Ucrânia: Chefe de espionagem assume Casa Presidencial em meio à guerra

Zelenskiy promove chefe de inteligência militar em grande reformulação

Em um movimento estratégico, o presidente Volodymyr Zelenskiy nomeou o chefe da inteligência militar ucraniana, Kyrylo Budanov, como seu novo chefe de gabinete. A nomeação ocorre em um momento crítico, enquanto a Ucrânia busca fortalecer sua posição nas negociações apoiadas pelos EUA para resolver o conflito com a Rússia.

Budanov, um veterano de guerra respeitado, assume o cargo tradicionalmente ocupado por um civil com foco em política interna. A escolha sinaliza a priorização da segurança e da diplomacia por parte de Kyiv.

Especialista em drones é indicado para Ministério da Defesa

Zelenskiy também indicou Mikhail Fedorov, especialista em drones e digitalização, para o cargo de ministro da Defesa. Fedorov, que atuava como vice-primeiro-ministro e ministro da transformação digital, deverá impulsionar o uso de tecnologia avançada no esforço de guerra ucraniano.

A nomeação de Fedorov sublinha a importância crescente dos drones e da alta tecnologia no contexto do conflito. Sua experiência em digitalização de serviços estatais é vista como crucial para modernizar as defesas do país.

Contexto da mudança e desafios

Budanov, de 39 anos, substitui Andriy Yermak, que renunciou em meio a um escândalo de corrupção. Espera-se que a nomeação ajude a restaurar a confiança na liderança de Zelenskiy em um momento desafiador, com avanços russos no campo de batalha e pressão dos EUA para um fim rápido da guerra.

Em sua conta no X, Zelenskiy enfatizou a necessidade de maior foco em segurança, forças armadas e diplomacia. “Kyrylo tem experiência especializada nessas áreas e força suficiente para entregar resultados”, escreveu.

Histórico de Operações de Budanov

Budanov chefia a Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa (HUR) desde 2020, liderando operações contra as forças russas. Ele também participou de negociações com a Rússia sobre a troca de prisioneiros de guerra.

Conhecido por seu estilo discreto e comentários enigmáticos sobre ações ucranianas dentro da Rússia, Budanov afirmou em entrevista à Reuters que seu perfil público é parte crucial da “batalha de informação” contra Moscou. Ele sobreviveu a várias tentativas de assassinato e foi ferido três vezes em combate.

Da redação do Movimento PB.

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