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Venezuelanos fogem a pé para o Brasil temendo crise e Exército

Venezuelanos fogem a pé para o Brasil temendo crise e Exército
Venezuelanos fogem a pé para o Brasil temendo crise e Exército

Crise na Venezuela gera êxodo a pé para o Brasil

A crise política e econômica na Venezuela agrava-se, impulsionando um fluxo constante de migrantes para o Brasil, especialmente através da fronteira em Pacaraima, Roraima. Temendo a fiscalização do Exército, muitos venezuelanos optam por cruzar a fronteira a pé, carregando seus pertences e famílias.

Em apenas duas horas, cerca de 150 pessoas foram observadas cruzando a fronteira a pé, carregando desde sacolas improvisadas até utensílios domésticos e crianças. Essa travessia, segundo relatos, ocorre fora das áreas de veículos, pois os motoristas de transporte irregular evitam o posto migratório brasileiro.

O medo e a longa caminhada

A reportagem do jornal O Globo revelou que motoristas orientam os passageiros a descer antes do controle migratório, forçando famílias a longas caminhadas sob o sol, carregando seus bens mais preciosos. André González, de 52 anos, relatou que deixou a Venezuela após a morte da esposa, buscando uma nova vida no Brasil após ver as oportunidades sumirem em seu país.

“A situação está dura. A economia está difícil”, disse González, que fazia “de tudo” para sobreviver na Venezuela. A viagem até a fronteira durou 24 horas, e seu destino final é Manaus, onde espera encontrar trabalho.

Fome e incertezas políticas impulsionam a fuga

Marco Nosto, 46 anos, pagou US$ 10 para chegar ao posto de controle venezuelano e caminhou dois quilômetros até o Brasil. “Saí da Venezuela por causa da fome e do medo do regime Maduro”, desabafou, refletindo o desespero de muitos que buscam refúgio no Brasil.

Apesar do aumento da fiscalização, autoridades militares garantem que a situação está sob controle. No entanto, a realidade é que o medo e a busca por rotas alternativas têm exposto os migrantes a jornadas mais longas e perigosas. Ao chegarem, buscam abrigo, trabalho e assistência para recomeçar suas vidas.

Da redação do Movimento PB.

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