Hotel Tambaú terá estrutura preservada e ampliação para 250 quartos, diz André Amaral

Fechado desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, o Hotel Tambaú, icônico empreendimento de João Pessoa, deve manter sua estrutura original e ganhar uma ampliação para pelo menos 250 quartos. A informação foi dada por André Amaral, sócio da Ampar, empresa paraibana que arrematou o hotel em um leilão em 2021. A declaração foi feita nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, durante o programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Amaral detalhou que a edificação atual, com 176 quartos, será preservada, mas passará por reformas internas para modernização. Ele destacou que áreas como a padaria e a lavanderia, originalmente projetadas para suprir a logística do hotel em uma época em que João Pessoa era menos acessível, serão adaptadas. “Hoje tudo é terceirizado. Com essa reforma, vamos aumentar o número de quartos. Para se manter ao longo do ano, não só na alta estação, o hotel precisa de pelo menos 250 quartos para atingir o ponto de equilíbrio”, explicou o empresário.

O Hotel Tambaú, conhecido por seu formato circular e localização à beira-mar, é um marco turístico reconhecido até no exterior. “Quando viajo pelo mundo, brasileiros perguntam sobre aquele ‘negócio redondo na praia’”, relatou Amaral, reforçando o apego sentimental dos paraibanos pelo empreendimento. “O Hotel Tambaú pertence aos paraibanos. Queremos preservá-lo”, afirmou, destacando o valor cultural do espaço, que ele chamou de “joia mais bela da coroa da nossa cidade”.

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O futuro do hotel, no entanto, depende de uma decisão judicial. A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa um recurso da massa falida da Varig, antiga proprietária, que contesta o leilão realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Amaral espera que o STJ confirme a regularidade do processo, encerrando um impasse que já dura três anos e meio. Caso favorável, a Ampar planeja investir cerca de R$ 150 milhões para revitalizar o empreendimento. Se o tribunal apontar falhas, o caso retorna ao TJRJ para novo julgamento. “Quando um imóvel leiloado é escriturado pelo arrematante, o processo ‘morre’, segundo decisões de ministros da 4ª Turma”, argumentou Amaral, otimista com a escritura já registrada em nome da empresa.

A visita do ministro do Turismo, Celso Sabino, à Paraíba na segunda-feira, 24 de fevereiro, trouxe esperanças de agilidade. Sabino, que conhece o Polo Turístico Cabo Branco, também inspecionou o Hotel Tambaú e prometeu recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para sua recuperação. Amaral aproveitou para fazer um apelo: “Queremos que o ministro bata na porta do STJ e peça uma decisão, para qualquer lado que seja. A Paraíba vive um grande momento, e o hotel precisa voltar a funcionar”. Ele enfatizou o desejo de devolver o equipamento à população, independentemente do desfecho judicial.

Inaugurado em 1971 como o primeiro grande hotel da Paraíba, o Tambaú foi comprado pela Ampar em 2021, mas segue fechado, em estado de abandono, devido às disputas judiciais com ex-sócios da Varig. Enquanto as obras avançam lentamente, o empreendimento permanece como um cartão-postal em suspenso, à espera de uma resolução que permita sua reabertura e modernização.

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Com informações de Arapuan Verdade

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