Insegurança em João Pessoa: Homicídio em Tambaú expõe falhas no sistema de câmeras de meio bilhão

A orla de Tambaú, principal polo turístico de João Pessoa, foi palco de uma execução bárbara que reacendeu o debate sobre a eficiência dos gastos públicos. Em pleno meio-dia, um jovem foi morto com tiros na cabeça na orla de Tambaú, crime ocorrido a poucos metros de uma das torres de monitoramento do projeto “João Pessoa Smart City”. O episódio escancara o contraste entre o investimento de meio bilhão de reais em câmeras e a sensação de abandono sentida por moradores e turistas.
O homicídio aconteceu nas proximidades do Mercado do Peixe, área de altíssima circulação, especialmente durante a alta temporada. Segundo relatos colhidos no local, os criminosos chegaram em uma motocicleta, efetuaram cerca de seis disparos contra a vítima e fugiram sem qualquer impedimento. A audácia da ação, realizada sob a luz do sol, evidencia que o sistema de reconhecimento facial e a vigilância tecnológica não têm sido suficientes para inibir a criminalidade na capital paraibana.
A indignação popular ganhou força nas redes sociais, onde vídeos mostram o corpo da vítima estendido no chão enquanto transeuntes questionam a ausência de policiamento ostensivo. Mesmo com o investimento bilionário em tecnologia, testemunhas afirmam que as forças de segurança demoraram a chegar ao local. A crítica central aponta para uma gestão que prioriza contratos vultosos com empresas de tecnologia em detrimento do reforço no efetivo policial e de melhorias em serviços essenciais, como saúde e infraestrutura urbana.
O caso do jovem morto com tiros na cabeça na orla de Tambaú coloca sob suspeita a estratégia de segurança baseada exclusivamente no monitoramento digital. Enquanto a prefeitura e o governo estadual defendem a modernização da vigilância, a população questiona por que áreas monitoradas por equipamentos caríssimos continuam sendo vulneráveis a execuções sumárias. A transferência de recursos do cofre público para a iniciativa privada, sob o pretexto da “cidade inteligente”, parece não entregar a proteção prometida no dia a dia das ruas.
A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime, buscando utilizar as imagens das câmeras para identificar a rota de fuga dos executores. No entanto, para quem frequenta a orla, a tragédia deixa uma lição amarga: câmeras de alta resolução servem para registrar o crime, mas apenas a presença policial e políticas sociais preventivas parecem capazes de evitá-lo. O episódio em Tambaú não é apenas uma estatística de violência, mas um sintoma de um modelo de segurança que prioriza o hardware em vez da vida humana.
Por Redação do Movimento PB — Com informações de Notícia Paraíba e outras fontes no Instagram
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