Paraíba se consolida como berço de talentos e capital do Triathlon no Brasil
A Paraíba reafirma seu protagonismo no cenário esportivo nacional, consolidando-se como um verdadeiro celeiro de atletas de alto rendimento no triathlon. Em entrevista ao podcast Pode Pedalar, o triatleta Igor Barreto e o presidente da Federação Paraibana de Triathlon (Fetrip), Chatô, discutiram o momento de renovação da modalidade no estado e os desafios enfrentados pela nova geração para alcançar o topo do pódio em competições internacionais.
A Ascensão de Igor Barreto: Do Videogame ao Mundial na Espanha
Com apenas 18 anos, Igor Barreto é um dos principais expoentes dessa nova fase do esporte paraibano. O jovem atleta, que trocou o isolamento das telas e dos jogos eletrônicos pela rotina intensa de treinos há apenas três anos, hoje lidera o ranking nordestino em sua categoria. Sua trajetória é marcada por vitórias expressivas em etapas disputadas em João Pessoa, Natal e Maceió.
Atualmente, Igor se prepara para o maior desafio de sua carreira: o Campeonato Mundial em Pontevedra, na Espanha. O triatleta competirá na categoria Sprint, modalidade de alta intensidade que exige transições automáticas e precisas entre os 750 metros de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida final.
João Pessoa: A Capital Estratégica do Triathlon
O reconhecimento de João Pessoa como referência no esporte não é por acaso. Segundo Chatô, a capital paraibana oferece condições geográficas ideais, águas favoráveis e um acolhimento que atrai competidores de todo o país. A cidade possui um calendário robusto, com provas tradicionais como o Cangaço Triathlon e o Oxe Triathlon, que movimentam o turismo e a economia local.
A Federação, sob nova gestão, foca agora em fortalecer as categorias de base. O objetivo é garantir que jovens revelados em projetos sociais e assessorias locais tenham suporte técnico e acesso a equipamentos, permitindo que a Paraíba continue enviando representantes para as Olimpíadas e mundiais.
O Desafio do Patrocínio e o Papel do Empresariado
Apesar do sucesso técnico e dos índices alcançados, o suporte financeiro ainda é o principal obstáculo para os atletas de elite. Igor Barreto revelou que, mesmo classificado para o mundial, ainda busca parcerias para custear a viagem à Europa. O custo de manutenção de um triatleta é elevado, pois exige investimento constante em três modalidades distintas, desde sapatilhas de alta performance até a manutenção de bicicletas de competição.
O debate enfatizou a necessidade de o empresariado enxergar o esporte como um investimento de imagem e responsabilidade social. Através de leis de incentivo, empresas podem apoiar talentos locais, garantindo que o nome da Paraíba circule nos principais circuitos esportivos do mundo, enquanto ajudam a formar cidadãos disciplinados e resilientes.
Por Redação do Movimento PB — Com informações de vídeo original publicado em PodPedalar
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