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Ponto eletrônico para médicos gera polêmica

06/02/2026 Câmara Municipal JP,  Guguinha Moov Jampa,  Ponto eletrônico,  Saúde João Pessoa,  SUS Paraíba Author Image Editor Geral
Ponto eletrônico para médicos gera polêmica
Ponto eletrônico para médicos gera polêmica

O vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) de João Pessoa se viu no olho do furacão político após reacender o debate sobre a implantação de ponto eletrônico para os profissionais da saúde, incluindo médicos, na rede pública municipal. A reapresentação do projeto de lei na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) gerou uma onda de ataques nas redes sociais, forçando o parlamentar a vir a público para rebater as acusações de perseguição à categoria.

Defesa da Isonomia e Cuidado Jurídico

Em um vídeo divulgado após a sessão, Guguinha esclareceu que a nova versão do projeto foi meticulosamente elaborada para superar os entraves jurídicos que barraram uma tentativa anterior. Segundo ele, a proposta original foi considerada inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por atingir apenas uma categoria. Agora, o texto abrange toda a área da saúde, garantindo o princípio da isonomia.

“O projeto foi feito com muito cuidado. No ano passado, disseram que era inconstitucional porque atingia só uma categoria. Agora é para toda a área da saúde”, explicou o vereador, destacando a preocupação em criar uma legislação robusta e justa. Ele revelou que enfermeiros e técnicos de enfermagem procuraram seu gabinete para manifestar apoio, apontando uma suposta desigualdade no cumprimento da jornada de trabalho. “Eles dizem: ‘Guga, eu chego no horário todo dia. Por que o médico não precisa chegar no horário certo?'”, relatou.

“Não persigo médico”: Compromisso com o Servidor Público

Diante das críticas, Guguinha foi categórico ao refutar qualquer animosidade contra os médicos ou outros profissionais da saúde. “Eu não sou contra médico, eu não persigo médico e ninguém da área da saúde. A profissão de médico é louvável, assim como a de enfermeiro e técnico. São profissões que salvam vidas”, afirmou. Contudo, ele enfatizou que, como servidores públicos, todos devem aderir às normas constitucionais. “Servidor público tem que bater ponto eletrônico, independente de quem seja“, declarou, sublinhando a importância da transparência e do cumprimento das obrigações.

O Impacto na População e a Luta pelo SUS

Para o parlamentar, a ausência de um controle de frequência eficaz impacta diretamente a população mais carente, que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele citou relatos preocupantes de unidades básicas de saúde onde pacientes aguardam desde a madrugada, apenas para descobrir a ausência de médicos, medicamentos ou substitutos.

“Não é justo que as pessoas fiquem de quatro, cinco horas da manhã esperando uma ficha e o médico não compareça ou chegue às dez e saia às onze”, indignou-se Guguinha, frisando que as denúncias partem da própria comunidade. Ele também questionou os ataques pessoais recebidos: “Quando eu sofro ataques, eu me pergunto: qual o crime que eu estou cometendo? Defender o povo mais humilde?”. Para ele, quem possui plano de saúde ou pode pagar uma clínica particular não sente a realidade da precariedade do serviço público.

O vereador prometeu levar a luta pelo projeto até o fim. “Essa vai ser minha luta. Não é justo que Dona Maria e Seu Zé saiam de casa cedo e não sejam atendidos porque alguém não foi trabalhar”, disse. Ele concluiu reafirmando sua crença no SUS, mas apontou a necessidade de melhores gestores e mais respeito com aqueles que mais precisam.

Da redação do Movimento PB.

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