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Para diminuir pena, Bolsonaro vai encarar clássicos da literatura na prisão

Para diminuir pena, Bolsonaro vai encarar clássicos da literatura na prisão
Para diminuir pena, Bolsonaro vai encarar clássicos da literatura na prisão

Bolsonaro e a Remição Literária: Uma Nova Estratégia na Prisão

Jair Bolsonaro, cumprindo pena de 27 anos e três meses, busca reduzir sua sentença através de um programa de remição por leitura. Sua defesa já submeteu ao Supremo Tribunal Federal um pedido formal para que ele participe do programa, utilizando obras literárias do acervo da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

Livros na Mira: De Orwell a Machado de Assis

A lista de livros que Bolsonaro poderá ler inclui clássicos da literatura mundial e brasileira. Entre eles, destacam-se:

  • A Revolução dos Bichos, de George Orwell (uma crítica mordaz aos regimes totalitários).
  • Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (um retrato satírico do nacionalismo exacerbado).
  • Globalização: As Consequências Humanas, de Zygmunt Bauman (uma análise sociológica sobre os impactos da globalização).

Outros títulos também estão na lista, como Dom Casmurro, de Machado de Assis; O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry; O Quinze, de Rachel de Queiroz; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; e O Cortiço, de Aluísio Azevedo.

Como Funciona a Remição por Leitura

Para cada livro lido, Bolsonaro poderá reduzir quatro dias de sua pena, seguindo os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a leitura, ele deverá elaborar um relatório detalhado, como uma resenha, demonstrando sua compreensão da obra. Este relatório será avaliado por uma comissão, que verificará a estética textual, a fidedignidade e a clareza do texto.

A comissão também irá monitorar se a leitura foi realizada dentro do prazo máximo de 30 dias, desde a reserva do livro até a entrega da resenha.

Regras e Expectativas

Bolsonaro poderá ler até 12 livros por ano, o que pode resultar em uma redução de até 48 dias de sua pena. Detentos em situações comuns têm acesso a um vasto acervo de obras, mas, como Bolsonaro está na Superintendência da Polícia Federal, seu acesso será restrito a livros que forem enviados especificamente para ele dentro do programa.

A defesa de Bolsonaro expressou que o objetivo da participação no programa é “desenvolver atividades educativas e culturais compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena”. Resta saber como o ex-presidente irá absorver e interpretar as mensagens contidas nessas obras.

Da redação do Movimento PB.

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