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Governo deflagra megaoperação contra PCC no setor de combustíveis; prejuízo supera R$ 7,6 bilhões

Batizada de ‘Carbono Oculto’, ação em oito estados mobiliza 1.400 agentes e foca em asfixiar o núcleo financeiro da facção; Lula classifica a operação como a ‘maior resposta’ ao crime.

Em uma das mais vastas e coordenadas ações contra o crime organizado dos últimos anos, o governo federal, em parceria com forças estaduais, deflagrou a “Operação Carbono Oculto”. Com a participação de 1.400 policiais em oito estados, a operação tem como alvo a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. O esquema, segundo as investigações, envolveu a sonegação de mais de R$ 7,6 bilhões em impostos e a adulteração de combustíveis em larga escala.

A ação é a primeira grande demonstração de força do recém-criado Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça. O presidente Lula celebrou a iniciativa em suas redes sociais, afirmando que o trabalho integrado permitiu “atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas” e classificou a operação como a “maior resposta” do Estado ao crime organizado.

‘Chegamos ao andar de cima’: O foco no núcleo financeiro do crime

A estratégia por trás da “Carbono Oculto” representa uma mudança de paradigma no combate às facções. Em vez de focar apenas no confronto direto, a inteligência governamental mirou naquilo que sustenta a organização: o dinheiro. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a operação conseguiu chegar “ao andar de cima” do crime, desvendando uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro.

Segundo Haddad, um dado alarmante descoberto pelas investigações é que R$ 52 bilhões de organizações criminosas transitaram por “fintechs” ligadas ao crime nos últimos quatro anos. “A sofisticação do crime organizado hoje exige da parte da Receita que nós consigamos decifrar o caminho do dinheiro”, avaliou o ministro, destacando a importância da integração entre a polícia e os órgãos fazendários.

Estratégia integrada e o novo ‘Plano Real da Segurança’

A megaoperação não é uma ação isolada. Ela se insere em uma estratégia mais ampla do governo federal para endurecer o combate ao crime organizado, que inclui duas grandes frentes legislativas. A primeira é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca reestruturar a cooperação entre as forças de segurança no país. A segunda é um robusto projeto de lei, apelidado de “Plano Real da Segurança”, que visa alterar dez leis para elevar drasticamente as penas para integrantes de facções e milícias, especialmente as lideranças.

A “Operação Carbono Oculto” é, portanto, a face prática de uma nova doutrina de segurança pública que entende que, para vencer o crime organizado, não basta prender, é preciso asfixiar financeiramente. Ao seguir o rastro do dinheiro e desmantelar complexos esquemas de sonegação e lavagem, o governo busca minar as bases que permitem a expansão das facções, um desafio que afeta a segurança e a economia de todos os estados da federação.

Da redação com informações de agências de notícias

Redação do Movimento PB [GMN-GOO-28082025-212510-E4A9B1-15P]


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