Milanez Neto aciona autoridades contra suposta “arapongagem” na Câmara de João Pessoa
O cenário político na capital paraibana ganha contornos de crise institucional e policial nesta semana. O vereador Milanez Neto, líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), denunciou formalmente a existência de um suposto esquema de vigilância clandestina voltado a monitorar parlamentares oposicionistas. Em declaração contundente ao programa Liga 360 Debate, na TV Norte, o parlamentar classificou a situação como um retrocesso democrático, comparando os episódios a práticas de arapongagem política.
De acordo com Milanez, o esquema envolve o uso de detetives e o registro fotográfico irregular de reuniões e deslocamentos dos vereadores. O parlamentar afirmou que a tática busca “pautar a vida” dos representantes eleitos por meio de intimidação e monitoramento externo. “O que vejo com tristeza é a gente voltar à época da arapongagem”, lamentou o líder, ressaltando que o caso já está sendo encaminhado para investigação detalhada junto à Polícia Federal e à Polícia Civil.
O estopim para a denúncia pública foi o vazamento de imagens de um encontro recente entre vereadores e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Milanez Neto relatou que, em uma das ocasiões, percebeu a presença de um veículo suspeito estacionado em frente ao prédio onde estava. O vereador chegou a se aproximar do carro para confrontar os ocupantes, confirmando que as fotografias divulgadas pela imprensa no último final de semana foram obtidas de maneira furtiva.
A gravidade da acusação reside no fato de que o monitoramento teria ocorrido mesmo em reuniões que contavam com a presença de parlamentares da base governista, sugerindo que o aparato de espionagem não distingue alvos dentro do espectro partidário, mas foca na movimentação política da oposição. Para Milanez, o uso de tais expedientes sinaliza que o nível da eleição de 2026 pode ser marcado pela guerra de informações e ataques à privacidade dos agentes públicos.
Sob a ótica factual e analítica, a judicialização do caso coloca as forças de segurança estaduais e federais no centro de uma disputa que deveria se restringir ao debate de ideias no legislativo municipal. Se confirmada a vigilância por meio de detetives particulares ou profissionais contratados, a prática pode configurar infrações que extrapolam a ética parlamentar, entrando na esfera criminal de invasão de privacidade e perseguição.
A denúncia de Milanez Neto gera um clima de desconfiança institucional na Casa de Napoleão Laureano, forçando um posicionamento das autoridades competentes sobre a segurança dos parlamentares. A expectativa agora gira em torno dos desdobramentos das investigações policiais, que deverão identificar a origem do financiamento e a autoria intelectual desse suposto serviço de inteligência paralela que opera em João Pessoa.
Por Redação do Movimento PB — Com informações de Blog do Anderson Soares
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