Operação desarticula fraude cibernética que inseriu mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para combater um sofisticado esquema de fraude cibernética. O objetivo dos criminosos era desestabilizar as instituições através da inserção de dados falsos em sistemas judiciais, visando diretamente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
De acordo com as investigações, os mandados de prisão fictícios foram inseridos no software que gerencia o andamento processual do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). A ação contou com o suporte estratégico do núcleo de inteligência do próprio TJGO, além da colaboração das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal, evidenciando a escala interestadual da organização criminosa.
Este não é o primeiro ataque contra o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em janeiro, uma tentativa similar foi identificada quando invasores alteraram os CPFs das mesmas autoridades. No entanto, naquela ocasião, os criminosos não conseguiram concluir a emissão dos documentos falsos, diferentemente do episódio atual que motivou a ofensiva policial nas ruas.
A gravidade do caso remete a condenações recentes no STF, onde figuras públicas foram responsabilizadas por tentativas análogas de adulteração no Sistema Eletrônico de Execução Unificado. A investigação atual busca agora identificar todos os envolvidos na cadeia de comando dessa invasão cibernética e garantir a integridade dos bancos de dados do judiciário brasileiro.
O cenário revela uma preocupante vulnerabilidade explorada por grupos que utilizam métodos digitais para criar fatos jurídicos inexistentes. As autoridades seguem monitorando os desdobramentos da operação, enquanto o sistema judiciário reforça os protocolos de segurança para impedir que novas inserções fraudulentas comprometam a ordem pública e a segurança das autoridades constituídas.
Por Redação do Movimento PB — Com informações de artigo original em português, publicado em CNN Brasil
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